UEM alcança destaque na Capes
O estudo das variedades mandioca de mesa disponíveis na área urbana de Maringá é o tema da pesquisa que o estudante Marcus Vinicius Kvitschal desenvolve no doutorado em genética e melhoramento na UEM. O trabalho, segundo ele, é importante para a preservação de espécies que podem ser extintas devido à expansão imobiliária na cidade. ''Com o surgimento de novos bairros, condomínios essas variedades acabam se perdendo'', explica Kvitschal.
Trabalhos desta envergadura desenvolvidos no mestrado e doutorado da universidade, conferem à instituição lugar de destaque. Na última semana, professores e alunos comemoraram a nota 5,0 obtida na avaliação da Capes. ''Esse resultado comprova a excelência da UEM e que estamos entre os melhores do País'', afirma o chefe de departamento. O curso recebe também alunos do exterior.
Nos 18 laboratórios e casas de vegetação do campus os 39 alunos de mestrado e 56 de doutorado desenvolvem pesquisas em diversas áreas. Entre elas, o controle de plantas daninhas em diversas culturas, doenças de citros, métodos alternativos para controle de doenças, estudo de doenças fúngicas em videiras, raquitismo em soqueira de cana-de-açúcar.
Professores e alunos dedicam-se também ao estudo de plantas medicinais, para a produção de mudas e métodos de extração de óleo. O doutorando Ricardo Ribeiro de Oliveira pesquisa a ocorrência do oídio no pepino. ''Quero determinar os danos e estudar até que ponto a cultura pode suportar a doença sem a aplicação de fungicidas'', explica Oliveira.
A comunidade acadêmica tem ainda à disposição um Centro Técnico de Irrigação, onde os alunos podem conhecer e estudar os sistemas de pivô central e de gotejamento. No laboratório o mecanismo de cada um dos equipamentos pode ser observado e experimentado nas lavouras do centro técnico.
Nos 64 hectares da Fazenda Experimental Iguatemi alunos de agronomia e zootecnia também realizam projetos. No local, as aulas de mecanização agrícola são enriquecidas com um aparato de máquinas e implementos. O aluno pode estudar as partes e o funcionamento de um trator, cujo motor foi aberto para ser observado. O ensino da mecânica é feito também em diversos implementos.
Os laboratórios têm equipamentos de precisão como espectofotômetro nuclear, que lê a densidade de uma substância pela absorbância da luz.
Para levar em frente a pesquisa sobre as variedades de mandioca o doutorando Marcus Vinicius Kvitschal, que faz a coleta do material para a composição de um banco de germoplasma, utiliza materiais e laboratórios da universidade, mas considera que a infra-estrutura não é a ideal.''Na minha opinião faltam investimentos do governo na pesquisa'', diz. O estudante, porém, tece elogios ao corpo docente da instituição. ''O curso atende às várias especialidades'', avalia Kvitschal, que terminou a graduação na UEM no ano 2000. (R.C.)





