UEL estuda melhoramento genético de tomates
Pesquisa avalia características como sabor, cor e textura, visando levar à mesa um produto que cada vez mais atenda às expectativas do consumidor
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de julho de 2019
Pesquisa avalia características como sabor, cor e textura, visando levar à mesa um produto que cada vez mais atenda às expectativas do consumidor
Katiuscia Mizokami 

Presente na mesa e no dia a dia do brasileiro, o tomate é uma hortaliça do tipo fruta. Apesar da popularidade que tem por aqui, ele é originário das Américas, mais precisamente da região Andina, que engloba o Perú, o Norte do Chile e o Equador. Com o intuito de levar mais qualidade e sabor à mesa das pessoas, pesquisadores do Leba (Laboratório de Ecofisiologia e Biotecnologia Agrícola), do Centro de Ciências Agrárias da UEL (Universidade Estadual de Londrina) estão desenvolvendo estudos voltados ao melhoramento genético da fruta, como mostra o Multi Agro deste domingo (7).
Para o desenvolvimento das pesquisas, os professores e estudantes contam com uma estufa de vidro semi-automatizada de 175 m², com temperatura interna totalmente controlada. “Temos a vantagem de trabalhar com essa estrutura. Dificilmente aqui dentro chegará a uma temperatura que prejudique a produção”, diz Leonel Constantino, professor e doutor dos departamentos de estatística e química da universidade.
Conforme o professor, o intuito da pesquisa é saber exatamente o que o consumidor espera quando vai ao supermercado, quesitos como sabor, cor e textura, por exemplo. Os experimentos, então, são feitos para melhorar geneticamente esses itens. “Nossa produção hoje tem a finalidade de atender ao consumidor final”.
A estufa conta com mais de 130 acessos de tomateiros. Em uma das sessões existe uma variedade de 10 híbridos do tipo grape. “Nós trabalhamos com as melhores sementes que as empresas fornecem. Então, quando uma pessoa vê uma bandeja de grape no supermercado, provavelmente aquela semente está sendo produzida aqui”, orgulha-se Leonel.
A PESQUISA
A UEL trabalha em laboratório com as cultivares grape, italiano ou saladete – como também é conhecido -, além de um programa de melhoramento de tomate porta-enxerto. “Seguimos essas três vertentes e avaliamos fontes de resistência à doença, tolerância a estresse abiótico entre outras coisas”, descreve o professor de genética da UEL, Leandro Gonçalves.
Como explica Gonçalves, o programa de melhoramento possui também o intuito de colaborar com os produtores orgânicos. “Todas as etapas estão sendo desenvolvidas sob o manejo orgânico para, no final, termos cultivares mais adaptáveis a esse cultivo, ou ao sistema agroecológico, utilizando a menor quantidade de insumos.”
Os acessos utilizados no estudo são provenientes de diferentes universidades do Brasil. “Alguns deles vêm da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). São acessos que vêm sendo cultivados desde 1960. Então, temos tomates de diferentes formas e características”, observa o professor.
Um dos aspectos avaliados refere-se à acidez, considerada um dos parâmetros mais importantes na qualidade do tomate. Por isso, são realizadas análises seguindo protocolos internacionais. “A relação entre a doçura e a acidez é o que vai compor aquilo que os consumidores chamam de sabor.”
O Multi Agro é exibido pelos canais 20 e 520 da NET, ou também pelo site da MultiTV (www.multitv.com.br) e pelo Portal Bonde (www.bonde.com.br).


