O produtor Willy Sturzenneger Filho cultiva tomates em Marilândia do Sul há 16 anos. Em 2003, obteve produtividade recorde, 365 caixas/mil pés, o melhor resultado da região. A seleção dos frutos é mecanizada e a produção é geralmente comercializada em Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá, Campo Grande, Belém e Goiás. Os frutos mais maduros abastecem Apucarana.
O motivo do sucesso, segundo o próprio agricultor, é respeitar as particularidades da cultura. ''Para evitar a proliferação de doenças é preciso deixar a terra descansar por no mínimo 3 anos antes de replantar o tomate na mesma área'', explicou Sturzenneger, que pratica a rotação de culturas com cenoura. Outra característica que diferencia a lavoura de Sturzenneger das demais é o tutoramento desencontrado, processo em que os tomateiros são amarrados separadamente.
Segundo a agrônoma Sirlene Virginia Sartori Rosa, posicionar os bambus em lados opostos garante uniformidade na aplicação do defensivo e permite maior incidência do sol e circulação do ar. ''Vê-se pela coloração da planta que ela é muito mais saudável'', comentou.
Sirlene ressalta que 80% dos produtores ainda praticam o tutoramento encontrado, por costume, mesmo sabendo que a eficácia do tutoramento desencontrado é 40% maior. ''O que percebemos é que os produtores mais aceptíveis às orientações dos agrônomos são o que obtém maior produtividade, mas nem todos são assim'', lamentou.(M.G.)

mockup