Turra sugere novos contratos de opção
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de dezembro de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Para destravar a comercialização da safra de 2004, Flávio Turra, gerente técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), sugeriu que o governo tomasse algumas medidas emergenciais. Entre elas, garantir o preço mínimo de compra do trigo e prorrogar o vencimento das três primeiras parcelas de custeio do grão.
Turra também elencou a realização de novos contratos de opção de compra com vencimento no início de 2005. Para Luiz Fernando Kalinowski, presidente do Sindicato Rural de Londrina, estes contratos já deveriam estar previstos no orçamento agrícola do ano que vem. ''O produtor precisa garantir um capital para a manutenção dos implementos agrícolas''. ressaltou.
O técnico da Ocepar ainda acrescentou que o governo deveria viabilizar o Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) para levar a produção do Sul para o Norte e Nordeste do País e também ao Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Já Mario Venturelli, vice-presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo no Paraná e da Associação dos Moageiros de Trigo no Paraná, defendeu a liberação do PEP para todos os estados e não só para Rio de Janeiro e Espírito Santo. ''Só assim a concorrência seria perfeita'', assinalou.
Segundo Venturelli, a pedido do governo, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) elencou três possíveis soluções para o problema da comercialização do trigo, entre elas, a compra de 300 mil t de trigo do Rio Grande do Sul.
Para agilizar o transporte, a Abitrigo solicita ainda a utilização de navios de outras bandeiras, que não só a brasileira, e no contrato, pede que as embarcações fiquem à disposição das indústrias pelo tempo necessário. ''Este é um problema que depende muito mais do governo do que das indústrias'', apontou.


