Um ponto de destaque da Rota do Café é que o roteiro pode ser definido pelo próprio turista. Os destinos sempre incluem fazendas produtoras - históricas e modernas -, museus e centros culturais, restaurantes rurais e cafeterias, vinícolas e cachaçarias, entre outros lugares da região. Em Londrina, cinco agências de viagens oferecem pacotes.
A FOLHA percorreu alguns destinos e destaca alguns de dar água na boca.

Londrina
* Museu Histórico Padre Carlos Weiss: No Museu Histórico Padre Carlos Weiss, o turista mergulha na trajetória da cafeitura no norte paranaense e no que ela representou e ainda representa. Além de peças, cenários, fotografias, documentos, o museu tem também 100 pés de café que fazem parte do acervo.
* CAFETERIA O ARMAZÉM - A charmosa cafeteria localizada no centro de Londrina serve mais de 30 tipos diferentes de cafés especiais das principais regiões produtoras do País, incluindo os melhores do Norte do Paraná, além das principais marcas internacionais.
* VINÍCOLA CASA MULLER - O que uma vinícola tem a ver com café? Ocorre que na pequena propriedade exemplo de agricultura familiar, o clã dos Muller consegue produzir vinho com um leve paladar de café. Isso porque no mesmo solo onde crescem as parreiras restam os tocos de um antigo cafezal. ''Não há situação similar no mundo'', garante Eloy Muller, que produz também licores e frutas. A propriedade é aberta à visitação, inclusive de escolas, e agenda degustações.

IBIPORÃ
* MUSICAL DO CAFÉ - ''CORAÇÃO DO CAFÉ'': Procure saber se é possível incluir no roteiro a peça ''Coração do Café, produzida pela Fundação Cultural de Ibiporã e apresentada no Cine Teatro Padre José Zanelli. Através da história de amor entre um jovem casal, o espetáculo reescreve a trajetória dos imigrantes desde a Itália até os cafezais do norte paranaense. Trinta atores se revezam no palco, que tem até um transatlântico como cenário.

SANTA MARIANA
* FAZENDA PALMEIRA - A história do café na propriedade remonta à década de 1940, quando um imigrante suiço comprou terras na região. Os anos passaram, a área foi dividida entre os herdeiros e deu origem a diversas fazendas na região que, por isso, é conhecida como Vale dos Suiços. Uma delas é a Fazenda Palmeira, de Cornélia e Norbert Gamerschlag. Nos mil alqueires, o casal explora outras culturas mas mantém 200 alqueires só para produzir café especial para exportação. ''Durante muito tempo, fomos vistos como teimosos por insistir no café'', admite a matriarca. Na propriedade, o visitante pode conhecer todo o processo produtivo: visita à lavoura, ao terreiro onde os grãos são secados e à área de beneficiamento, ensacamento e armazenagem. O turista também conhece as novas tecnologias que garantem a qualidade do café. Cornélia conta que a manutenção da cafeicultura é ainda uma forma de reconhecimento às famílias dos cafeicultores. ''Se tívessemos só outras culturas, precisaríamos de quatro funcionários'', diz ela, que emprega ao todo 30 famílias.
* ESTÂNCIA ECOLÓGICA GUAICURUS - O jovem casal Noel Schweizer e Giulieta Toschini é apaixonado pelo surfe mas eles deixaram as pranchas na garagem para se dedicar à propriedade. Além de produzirem gado, soja, trigo, milho e café, eles transformaram a fazenda em uma belíssima pousada rural com chalés em arquitetura suiça para apenas 22 exclusivos hóspedes. No lugar, o turista tem contato com a natureza e animais como capivaras, macacos e até jacarés e ainda conhece o maior do mundo e único labirinto de café do Brasil formado por 12 mil pés. ''Não conhecemos algo igual e estamos tentanto entrar para o Guinness'', fala Noel.

CAMBARÁ
* FAZENDA FLORA - Propriedade adquirida nos anos 50 pelo então braço direito de JK, Renato Costa Lima. Hoje é administrada pelo casal Lucila e Joaquim Costa Lima. Voltada para a produção de cana, a fazenda conserva em ótimo estado a antiga estrutura usada pela lavoura de café: sistema de separação de grãos baseado em canaletas com água corrente, 24 tulhas, o terreiro e documentos históricos. ''Estamos bem no começo (de ter a fazenda como ponto histórico) mas é muito bom, porque se não pudermos fazer as pessoas conhecerem a história não faz sentido manter tudo isso'', observa Lucila.

JACAREZINHO
* CAFETERIA EMPÓRIO CAFÉ DA CASA - Quem aprecia um cafezinho, não pode deixar de visitar esta cafeteria no centro da cidade que serve uma das melhores bebidas de todo o norte do Paraná. Mestre torrefador, Adhemar Augusto Martins, explica que só trabalha com cafés da região e ele próprio torra e transforma o grão em pó. ''Estes cafés têm características únicas no mundo: são extremamente doces, encorpados, sabor marcante e com nuances variadas'', atesta ele, que tem ao lado a companhia da esposa, a barista Brígida Gatzke Martins.

RIBEIRÃO CLARO
* FAZENDA MONTE BELO - O brasão dos Matarazzo Suplicy - família que ainda é dona da propriedade - impresso nos tijolos indicam que a propriedade tem história, além de se manter ainda belíssima mesmo após quase 100 anos. Tudo parece parado tempo, tamanho é o estado de conservação. Por conta disso, a fazenda começa a receber visitantes que, podem por exemplo, saborear um farto café de manhã no antigo salão de baile. Além das instalações ligadas ao café, a fazenda ainda conta com trilha por mata nativa que termina em uma figueira de mais de 200 anos.

CORNÉLIO PROCÓPIO
* FAZENDA PILAR - A propriedade é a prova acabada de que a tecnologia é fundamental para a cafeicultura de hoje. A fazenda é, na verdade, uma indústria produtora de cafés de alta qualidade. O gerente João Walter Pereira revela que o aparato tecnológico permite, inclusive, que a produção seja anual e não mais bianual como sempre foi. O investimento garante preços bem mais altos do que a média e ainda exige a profissionalização dos funcionários, que ainda contam com moradias mobiliadas, de excelente padrão.
Serviço:
Os endereços, telefones e informações adicionais sobre os destaques listados abaixo e todos os outros pontos de visitação da rota podem ser encontrados no site www.rotadocafé.tur.br.

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