Turbinando a produção pecuária
Para que esperar a vontade da natureza se a ciência consegue acelerar o processo reprodutivo? As três iniciais da fecundação in vitro (FIV) formam uma das palavras mais poderosas da produção pecuária atual.
Surgida no início dos anos 80, nos Estados Unidos, a FIV bovina só se estabeleceu no Brasil cerca de 10 anos depois, segundo dados da Vitrogen, empresa especializada em reprodução animal. Com sede em Cravinhos (SP), a empresa produção mensalmente 6.500 embriões, com mais de 5.500 transferidos e cerca de 2.500 prenhezes. Números impressionantes são cerca de 400 clientes , mas que dão a noção de a quantas anda a fecundação in vitro no País.
A partir do princípio de que a fêmea utiliza menos do que 0,01% dos oócitos (óvulos imaturos) armazenados em seus ovários para dar origem a bezerros, cientistas desenvolveram uma técnica que permite a retirada desses óvulos, chamada de Aspiração Folicular (OPU), que combinada a FIV, incrementa a produção pecuária, principalmente quando se trata de animais campeões no quesito genético. (K.M.)





