TÚNEL DO TEMPO - Doenças da soja: Brasil dá um banho de tecnologia
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de setembro de 2019
Reportagem local 
30 de setembro de 1989

Não é por acaso que o Centro de Pesquisa de Soja - CNPSo, da Embrapa em Londrina, recebe com frequência pesquisadores e técnicos de outros países produtores de soja. As tecnologias geradas nesta instituição de pesquisa hoje estão presentes muito além das lavouras brasileiras. Aos poucos elas vão conquistando os campos de outros países, como a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e a Bolívia.
Dias atrás, cientistas daqueles países vieram ver de perto as conquistas dos pesquisadores brasileiros no controle das principais doenças da soja. E decidiram estabelecer pesquisas cooperativas entre o Brasil e os demais países que integram o Cone Sul. O interesse maior dos pesquisadores é o controle de doenças para suas lavouras, que registram anualmente perdas significativas de produção, ainda não quantificadas por falta de pesquisa na área.
Os fitopatologistas do CNPSo têm procurado também desenvolver práticas alternativas para a queina do broto, doença que traz prejuízos aos produtores de soja da região de Arapoti, Jaguariaíva, Tibagi e Castro. A doença é transmitida por um trips (inseto) que migra das ervas daninhas para as lavouras de soja. Não controlada, a doença tem causado prejuízos que podem atingir até 100% da produção das lavouras.


