Troca de rainha exige trato especial
As técnicas de europeização são objeto de cursos. No Paraná, esses cursos fazem parte do calendário do SENAR. O processo e momento de trocar as rainhas requerem cuidados especiais.
A rainha já vem fecundada da Associação Brasileira de Apicultores Criadores de Abelhas Mansas (Abracam). Ela pode ser enviada pelo correio (Sedex). Mas, antes de introduzí-la é preciso ''desafricanizar'' a colméia, adaptando-a ao padrão europeu. Todo o processo demora cerca de 90 dias.
Entre outras etapas, o apicultor tem que ampliar o tamanho dos alvéolos (células do favo de mel) de 4,1 para 5,1 milímetros, através da técnica ''Demaree''. Construídos os novos favos, o passo seguinte é escolher outro local, a uns 10 metros da colméia africana; a esta altura a colmeia está com padrão europeu só que, ainda, com rainha africana.
A rainha africana a esta altura tem que ser eliminada; sete dias depois serão eliminadas também todas as realeiras, onde iriam nascer outras rainhas da mesma raça. Esta é fase de liberação do local e a transição para a introdução (e início do reinado) da rainha européia, através da gaiola Muller. A partir daí, a substituição de toda a população da colméia é um processo natural, por conta da nova rainha.
Essas etapas e sua execução só podem ser explicadas com clareza através de aulas práticas e teóricas. Os cursos são ministrados a quem pretender entrar na atividade ou trocar de raça.





