Trinta anos de experiência
Trinta anos de experiência
A criação de suínos da Granja São José, localizada na Colônia Esperança, entre Arapongas e Apucarana, no Norte do Paraná, hoje comandada por José Nobuo Sato, começou com o pai há 30 anos. Além de animais para abate, Sato vende reprodutores e matrizes.
A crise na atividade, a partir de 1995, forçou a desativação de dois barracões e meio da granja, o que signfica 800 cabeças a menos. Atualmente a granja tem plantel de 900 animais e uma produção mensal na faixa de 150 cabeças para abate. Antes da crise esse número era de 280 cabeças por mês, conta Sato.
O manejo do plantel funciona com desmame das crias aos 21 dias. A seguir os animais vão para a fase de crescimento, onde permanecem até os 90 dias de idade e, depois, para a terminação, por mais 45 dias. Depois do desmame as fêmeas são novamente cobertas, num prazo de três dias. Sato afirma que a taxa de repetição de cio e falta de prenhez não ultrapassa os 10%, índice que ele considera pouco representativo, desde que a granja seja bem controlada. A prenhez da porca dura em média 114 dias. Boas fêmeas têm índice de 2,3 partos/ano.
Os animais destinados ao abate são vendidos na região, mas o maior mercado está em São Paulo e Minas Gerais. De acordo com Sato, o Paraná exporta mais de 50% de sua produção para estes Estados, já que o consumo interno não tem demanda para o que é produzido. No mercado interno a comercialização é tributada em 7% de ICMS. A taxa sobe para 12% nas vendas para outros Estados.
O Paraná é o terceiro produtor de suínos do Brasil, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A Granja São José, certificada pelo Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, é habilitada para participar de exposições. Do seu plantel total de 900 animais, 110 são matrizes e 22 reprodutores das raças landrace, larg white e duroc.
A maior renda da propriedade, até há três anos, era proporcionada pela venda de animais para reprodução, representando 70% dos lucros do negócio. Cerca de 30% dos lucros vinham do abate. Hoje a situação se inverteu. Quando o comércio está bom para o abate, há grande procura de reprodutores. Do contrário, o animal que está pronto para reproduzir acaba sendo abatido. (C.B.)





