Amanhã, dia 17 de julho de 2005, completa 30 anos da grande geada que devastou os cafezais do Paraná. No ano seguinte, em 1976, o Estado, até então responsável pela metade da produção de café do País e 15% da mundial,não colheu sequer um grão da bebida.
  O coordenador regional do Departamento do Café Francisco Barbosa Lima, avalia que a crise teve o seu lado benéfico. ‘‘Saímos de uma monocultura do caf钒, afirma. Na avaliação dele, o aumento na diversidade de produtos cultivados pelos agricultores do Estado evita que problemas climáticos como a geada ocorrida na década de 70 que afetou o café fosse tão problemático para a economia.
  Como o cultivo de café exige mão-de-obra intensiva, menciona, para cuida dos mais de 1 milhão de hectare plantados no Paraná com café era necessária muita mão-de-obra. Lima calcula que pelo menos 300 mil pessoas trabalhavam nessas lavouras e ficaram sem emprego depois da geada.
  Atualmente, se a produção de café quebrar é o produtor quem vai perder renda, analisa Lima, já que no Estado as lavouras foram diversificadas e diminuindo a participação na produção nacional do grão.(J.W.)

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