O empresário Huguiyoshi Sugeta, da Solotécnica, de Londrina, acredita em altas produtividades, este ano, principalmente nos municípios do Norte do Paraná. Ele prevê médias de 3.000 kg/ha, entre os produtores mais profissionais, que usaram alta tecnologia e adubação pesada. Nessa faixa de agricultores é possível que, em alguns casos, a produtividade máxima se aproxime de 4.000 kg/ha. Tais rendimentos puxarão a média geral para níveis próximos de 2.600/2.700 kg/ha.
Em área de 400 alqueires, na propriedade dos Peruzzi, de Cambé, a produtividade deve girar em torno de 3.300 kg/ha, tanto nas lavouras destinadas à produção de sementes como nas de grãos destinados à indústria. A estimativa é de Sugeta. A fazenda faz parte dos cooperados da Solotécnica na produção de sementes.
Sugeta, que está na atividade há 31 anos, garante que a qualidade do trigo paranaense é boa e este ano está melhor. Esta semana, a Solotécnica recebeu as primeiras cargas de sementes. Apresentou PH 84 (peso hectolítrico), sendo que o trigo é considerado bom a partir do PH 78.
A margem de lucro do produtor será boa este ano. Ele deve comercializar o trigo entre R$ 26,00 e R$ 27,00/saca, preço que fica sujeito a recuo imediato em função da oferta. Mas, passado esse período, o mercado retoma sua tendência de alta por conta do baixo estoque mundial, inclusive argentino. Se o câmbio encostar na taxa dos R$ 3,00/US$ 1,00, ou R$ 2,95/US$ 1,00, a chance de melhor remuneração tente a aumentar.
O fornecedor de sementes recebe um preço equivalente a 10% acima do preço do grão industrial.

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