Tratos culturais determinam sucesso do pomar
Em um estudo sobre a cultura da atemóia, a agrônoma Silvana Catarina Sales Bueno, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), de São Paulo, estabeleceu algumas sugestões para o cultivo adequado da fruta. Segundo ela, o pomar deve ser instalado em locais onde se possa obter quantidade de água suficiente para atender a demanda máxima da cultura, levando-se em conta o plano de expansão da área a ser cultivada.
Em relação à topografia, deve-se dar preferência a áreas de meia encosta, com face para o norte e com baixa declividade. Devem ser evitadas as áreas de baixada sujeitas à geadas. ''A atemóia pode ser cultivada em áreas secas, desde que sejam devidamente irrigadas'', alerta.
Já o solo deve ser profundo, bem drenado e de textura média. O produtor deve evitar terrenos a beira de estradas públicas para impedir que a poeira cause danos físicos e contaminações ao pomar, ressalta Silvana.
O preparo e a correção do solo devem ser efetuados antes do plantio para ocorrer a decomposição dos restos de culturas de outros vegetais. ''Através da análise física, pode-se detectar uma compactação sub superficial, recomendando-se então uma subsolagem no sentido perpendicular ao do declive do terreno'', aponta a agrônoma.
De acordo com ela, o número de arações e gradagens deve ser o suficiente para promover o bom desenvolvimento do sistema radicular da cultura. Silvana sugere ainda a utilização de práticas como bacias de contenção, cobertura morta, terraceamento e plantio em nível, adubação verde, cultivo em ruas alternadas para conter possíveis erosões.
A poda é uma fase importante do trato cultural. Além de promover a produção precoce, a poda melhora a qualidade dos frutos, distribui os nutrientes de maneira uniforme e regulariza a alternância de safras.
Conforme a fase em que se encontra a planta, as podas podem se distinguir em seca e verde. A poda seca se divide em poda de formação - que proporciona um bom desenvolvimento vegetativo à planta jovem e uma forma determinada que lhe será conservada durante toda a sua vida útil - e poda de frutificação ou produção - que regula a frutificação, equilibrando as funções vegetativas e produtivas da planta.
Silvana explica que a densidade de plantio das frutíferas varia entre as diversas regiões do País e é determinada em função da fertilidade do solo, vigor das plantas, tipo de condução e poda, mecanização e declividade de terreno.
Para a cultura conduzida com podas, a agrônoma sugere espaçamentos de 6 metros x 4 ou 5 metros x 4 metros, em áreas mecanizadas. ''Já para áreas sem mecanização ou com a utilização de máquinas de pequeno porte, o espaçamento deve ser de 5 metros x 4 ou 5 metros x 3 metros'', finaliza.





