Trato custa em média R$ 500
Para viver do cavalo, o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Lopes, vice-presidente do Núcleo do Quarto de Milha de Londrina, recomenda um plantel mínimo de 40 éguas e dois garanhões. Os animais devem ser puros e de origem importada para garantir rendimento. Uma propriedade de 10 alqueires é suficiente para iniciantes, mas se o criador for alimentar os animais em baias, a área pode ser reduzida em até um alqueire, por exem-plo, sugere.
Quem não tem terra pode tratar o cavalo em clubes do laço existentes em todo o País, ressalta Lopes. Segundo ele, o gasto médio com o trato de um eqüino é de R$ 500 mensais para a compra de ração, vitamina e vermífugo.
Na propriedade, o criador deve alimentar as éguas a pasto e os garanhões em confinamento, ensina o agrônomo. O fornecimento da ração aos machos, acrescenta, deve ser feito em piquetes individuais. Já para as fêmeas, a tifton é sempre uma ótima opção de pastagem, aconselha Lopes.
Segundo ele, nos primeiros seis meses do ano, os cavalos são treinados para competir. No final de julho tem início a estação de monta, que dura até dezembro. Um plantel qualificado é formado por animais registrados e vacinados contra as principais doenças, alerta. Isso é garantido com a assistência técnica desde a compra dos primeiros ani-mais, reforça Lopes.
Fornecedor de reprodutores e cavalos de competição, o plantel do agrônomo conta hoje com 45 éguas e três garanhões da raça quarto de milha, criados em Cambé. Os cavalos são vendidos ainda potros, com cerca de um ano de idade, acrescenta. Hoje, calcula Lopes, o valor pago por um potro de raça varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. (M.G.)





