Transporte de aves terá corredor rodoviário
O chefe de Defesa Sanitária Odilon Douat informa que as principais medidas previstas pelo programa buscam identificar a localização das aves e controlar o trânsito dos animais. Assim, além do cadastramento das propriedades e plantéis avícolas existentes no estado, o projeto prevê a definição de um corredor sanitário avícola rodoviário, fiscalização de trânsito estadual, identificação de laboratórios de diagnóstico para estas doenças. De acordo com Douat, também está prevista a organização de equipe de auditagem, nomeação de grupo de atendimento emergencial e a revisão do Fundepec fundo destinado a indenizar a avicultura industrial por danos referentes a ocorrências de doenças da lista A.
Para o coordenador do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa), Ricardo Soncini, o programa acaba com a vulnerabilidade da avicultura nacional porque representa a plena implementação do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), desenvolvido pelo governo brasileiro. Segundo o coordenador do Coesa, o cronograma de aplicação do programa prevê que até o final deste ano, além do controle do trânsito dos animais entre os estados, os subprodutos da atividade avícola também serão totalmente monitorados. ''Resíduos como vísceras, penas e camas também serão controlados para garantir a eficiência do programa'', informa.
Para isso, o Núcleo de Informática da Seab desenvolveu uma Guia de
Transporte Animal (GTA) que pode ser preenchida pela Internet. Isso permite
acompanhar a movimentação dos animais em tempo real ampliando a eficiência
da fiscalização e o controle.
A Agência Estadual de Notícias informa que, hoje, o surgimento de uma destas doenças em qualquer parte do território brasileiro, toda a exportação de frango de corte brasileiro estaria bloqueada, o que traria prejuízos em torno de R$ 9 bilhões. No ano passado as exportações de carne de frango renderam ao Paraná US$ 800 milhões de divisas.(C.G.)





