Trânsito de animais é liberado no Parque Ney Braga
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Os pecuaristas que participarão da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina podem ficar tranquilos. Apesar das dificuldades geradas com a crise da aftosa no Paraná, o trânsito dos animais no Parque Governador Ney Braga não terá alterações significativas.
''Pela Instrução Normativa nº 9, publicada em 15 de março, apenas animais oriundos das áreas sobre intervenção sanitária no Estado e o gado proveniente do Mato Grosso do Sul estão proibidos de participar da feira'', alerta o coordenador regional de defesa sanitária animal, Carlos Alberto Bonezzi, do núcleo regional da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) em Londrina.
Segundo Bonezzi, os procedimentos sanitários adotados durante a feira deste ano são os mesmos das últimas edições. Uma equipe formada por sete veterinários e até cinco auxiliares recepciona os animais, além de fiscalizar o tratamento dos bovinos durante toda a exposição. ''O mesmo ocorrerá com os cavalos, ovinos, caprinos e demais animais que adentrarem o parque de exposições'', diz.
Todo animal que chegar à Londrina, explica Bonezzi, deverá ter guia de trânsito animal (GTA), atestado sanitário emitido na origem e assinado por um veterinário, além de atestados de vacinação contra febre aftosa, brucelose e tuberculose. ''Todos os exames e certificados devem estar dentro do prazo de validade'', ressalta.
A equipe de defesa sanitária vai fiscalizar os animais individualmente e aqueles que estiverem machucados ou apresentarem problemas de berne, carrapato ou sangramentos serão rejeitados. ''Normalmente o criador sempre manda seu melhor exemplar para a feira, por isso o índice de rejeição é mínimo'', aponta o coordenador.
Ele informa que todos os recintos de leilões e também as baias foram lavados e desinfectados no início de março. ''Como acontece todo ano, os animais ganharão camas novas, feitas de maravalha'', completa.
O coordenador da Seab atenta para o fato de os animais puros de origem serem separados do gado de corte logo na chegada ao parque. ''Os animais de corte são recebidos numa magueira independente, que também foi lavada e desinfectada antes da exposição'', afirma.
Segundo Bonezzi, como a edição deste ano terá apenas um turno, o giro dos animais será menor. O rebanho de elite, aponta, deverá permanecer em Londrina nos 10 dias de feira, enquanto o gado de corte deverá deixar a cidade logo após os leilões.


