Transição é difícil mas resultados compensam
Outro nicho agrícola explorado pelos associados da Apol é a produção de legumes, verduras e frutas, que têm conquistado consumidores de outros Estados.
O produtor Walter Hama é um exemplo. Ele cultiva 12 hectares de banana-maçã e 1,5 hectare de manga em Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio) e vende parte de sua produção para São Paulo.
Hama conta que modificou seu sistema produtivo há cinco anos e atenta para as dificuldades da transição do modo de produção. ''Tornar uma propriedade convencional em orgânica requer pelo menos dois anos de trabalho e compromete a rentabilidade do produtor nesse período'', explica.
Mesmo assim, ele acredita que a produção orgânica é uma boa opção de renda para os pequenos produtores. ''O manejo não agride o meio-ambiente e emprega mais mão-de-obra'', declara.
De acordo com o produtor, o cultivo de frutas orgânicas é mais trabalhoso que o convencional, mas a qualidade e o preço obtidos com o produto final compensa o esforço.
''Hoje, o quilo da banana orgânica é vendido a R$ 0,90, enquanto a manga é comercializada a R$ 0,40 o quilo'', calcula.
Para ele, a comercialização das frutas orgânicas ainda é dificultada pelo baixo poder aquisitivo do consumidor brasileiro, que prefere pagar menos pelos produtos convencionais.
Mesmo assim, o fruticultor consegue escoar a produção nos mercados regionais, em Curitiba e em São Paulo. (M.G.)





