Para o coordenador do Programa Hortiqualidade, Antonio José Fayet, é importante que o trabalho com fruticultura seja descentralizado, valorizando as características de cada região produtora. ‘‘O programa prevê a criação de ‘‘casas de empacotamento’’ nas regiões, onde será feita a seleção, embalagem e estocagem e de lá os produtos devem partir diretamente para os pontos de consumo, evitando passeios e perdas’’. Os produtos que não atingirem os padrões para comercialização, mas que ainda têm condições saudáveis, serão transformados industrialmente tendo valor econômico, diferentemente do que ocorre hoje, quando se transformam em lixo e prejuízos, completa Fayet.
Normalmente, o que acontece hoje é que a uva produzida, por exemplo em Marialva, vai até o CEAGESP e volta para ser vendida em Maringá. No novo modelo, explica Fayet, o produtor vai poder ofertar seu produto por meio eletrônico e pode fechar direto o negócio. ‘‘Utilizando uma linguagem única, respeitando a classificação, o comprador poderá facilmente identificar o produto que lhe interessa, tendo a confiabilidade da integração de todos os segmentos da cadeia’’, diz Fayet.
O modelo prevê ainda que o produto uma vez classificado no campo, se transformará num código de barras de domínio internacional que será utilizado na comercializalção no atacado, no caixa do mercado varejista e também na exportação’’.
O sistema permitirá também a perfeita rastreabilidade fito-sanitária, condição cada dia mais exigida pelos consumidores e fundamental para quem sonha ampliar sua participação no mercado internacional. Somente em frutas, o mercado entre países ultrapassa 50 bilhões de dólares anuais, do qual o Brasil não detém nem meio bilhão.
As exigências crescentes de sanidade e qualidade, obrigam a adoção de rotulagem capaz de permitir a rastreabilidade dos produtos, para que consumidores, comerciantes e autoridades fiscalizadoras possam identificar rapidamente suas origens.
‘‘Embora as novas normas oficiais sejam recentes, há muito o Programa Hortiqualidade vem trabalhando com os modelos de ‘‘aplicação voluntária’’, montando banco de dados, acompanhando diariamente, os mercados e a competitividade relativa, mobilizando e treinando produtores, comerciantes, técnicos, autoridades, estudantes, professores’’, explica Fayet.




Dados comparativos
- Valor da produção brasileira de grãos (soja, milho, trigo e arroz.)- R$ 19 bilhões
- Valor da produção brasileira de FLV (frutas, legumes e verduras) - R$ 19 bilhões
- Mercado internacional de exportação de ‘‘frutas’’ (entre países) US$ 50 bilhões
- Total das exportações brasileiras - US$ 48 bilhões
- Exportações brasileiras de ‘‘frutas’’ - US$ 270 milhões
Fonte - Programa Hortiqualidade - dados se referem ao ano de 1999
Mais informações consulte o site: www.hortiqualidade.com.br

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