A eficiência de Graziele e Suelen nos trabalhos do campo tem reconhecimento na cidade. A expressão das pessoas quando se fala nas duas irmãs e sempre de admiração. ''São meninas esforçadas e bastante envolvidas no processo de produção'', observa o agrônomo Edilberto Augustinho Weiller, da Cooperativa Integrada, que atende a fazenda. ''A história delas difere das de muitas famílias em que os pais não conseguem envolver os filhos na atividade. Aqui, a sucessão da propriedade será, com certeza de muito sucesso'', elogia.
O motorista Odair Sebastião da Silva, ou Jurubeba, como é mais conhecido, se diz acostumado com a presença das meninas no dia-a-dia da fazenda. Ele trabalha com a família desde 1986 - entre muitas idas e vindas totaliza mais de 10 anos de serviços na propriedade. ''A gente aprende a tratar com naturalidade. Elas trabalham bem''.
Já o operador de colheitadeira Renildo Calvo Rubens, que está na fazenda há duas safras, tenta disfarçar o ciúme - ou uma ''pontinha'' de machismo. ''Naquela máquina que elas trabalham é mais fácil, dá prá trabalhar bem'', dispara destacando os recursos tecnológicos da colheitadeira mais moderna utilizada pelas irmãs Pontello. Ele não esconde o mal-estar que a presença delas provoca. ''Incomoda bastante. Roça é lugar de homem, elas tiram a nossa privacidade'', confessa.(C.G.)

mockup