Trabalho reconhecido
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sábado, 27 de novembro de 2004
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
O trabalho com a promoção, venda de genética e orientação técnica para uso da raça limousin feito pelo veterinário Marcelo Vezozzo, da Araucária Genética Animal, de Londrina, foi reconhecido com a Ordem de Mérito Agrícola do Governo Francês. A premiação, que inclui um diploma e uma medalha, foi feita em outubro e reconhece o projeto que vem sendo executado desde 1992 com a venda de genética animal, primeiro com o limousin, e hoje com um total de 32 raças bovinas.
O trabalho começou em 1991 com um curso de três meses na França junto a Associação Francesa da Raça Limousin. De lá para cá, segundo Vezozzo, o objetivo sempre foi o de não apenas vender a genética, mas orientar o pecuarista sobre o melhor acasalamento a ser feito em seu rebanho, sem esquecer da realidade regional onde está a propriedade e do objetivo do próprio criador, se é produzir genética ou rebanhos comerciais. ''Tudo com a preocupação de usar indivíduos (animais) respeitando o meio ambiente.''
A promoção, comercialização e orientação técnica, direcionando como usar melhor os animais, é feita do Rio Grande do Sul até o Pará e, no outro extremo, do Mato Grosso até a Bahia, conta o veterinário. Quando se vende genética somente via sêmen o acerto no acasalamento é de apenas 50%, afirma. Já o aconselhamento genético, garante Vezozzo, proporciona mais de 80% de acerto. Segundo ele, foi o reconhecimento desse trabalho que lhe rendeu a premiação.
Na venda do material genético, o veterinário orienta o uso de animais com bons índices de diferença esperada na progênie (Dep) e acurácia; boa morfologia, desenvolvimento muscular e esquelético; qualidade racial e adptidão funcional, de acordo com a realidade da fazenda, com a economia regional e o objetivo final do pecuarista. Esse trabalho, segundo ele, já lhe permitiu 92% de acertos em muitos acasalamentos.
Dentro do limousin, por exemplo, cita Vezozzo, existem 36 opções de animais que o criador poderá fazer, tudo vai depender do seu objetivo com a raça. O produtor pode querer um animal de quatro meses para ter a carne comercializada como vitelo, com alto valor agregado; ou um boi de até três anos, a pasto, para a produção de carne de qualidade. Para conseguir o resultado esperado, no entanto, terá que fazer um bom trabalho de acasalamento.
Com o diferencial da orientação técnica, segundo Vezozzo, foi possível desde a fundação da empresa de genética até agora comercializar 976 cabeças de animais vivos da raça limousin, importados da França para o Brasil, e vender aproximadamente três mil embriões. Além disso, já foram vendidas 600 mil doses de sêmen através da empresa, o que segundo ele, é motivo de reconhecimento do seu trabalho diferenciado.


