Trabalho que garante resultado certeiro
Há uns dez anos os irmãos Maurício e Mauro Okimura, cooperantes da Cooperativa Integrada, decidiram trocar a lavoura comercial de soja e milho produzida na proporiedade em Londrina e se dedicar ao cultivo de sementes de soja, trigo e um pouco de milho.
O trabalho, segundo Maurício, é grande, mas ele diz que já está acostumado e nem sente mais muita diferença em relação à cultura de grãos. ''Tem que ter mais cuidados com percevejos e lagartas'', avalia. Ele conta que já na preparação do solo é aplicado inseticida e após o plantio, novamente. ''Com semente, tudo é mais precoce, tem que colocar fungicida com precocidade para não ter ferrugem, antes de ter ataques. As aplicações são o dobro do que o normal'', conta.
Na hora da colheita, a preocupação é com a limpeza das máquinas, para que não ocorra mistura de espécies. ''Não vejo mais muita diferença porque a gente já tem a tecnologia para produzir a semente'', diz o cooperante. Ele costuma tratar toda sua área de 250 alqueires para receber sementes, mas uma parte ainda é destinada à produção de grãos. É que a lavoura, segundo ele, ''nunca fica por igual''. Normalmente a área das beiradas do plantio, que ficam mais verdes e sofrem mais ataque de percevejos, são descartadas para a produção de grãos. Locais que sofrem mais com a seca também não são utilizados.
Toda a produção é entregue à cooperativa, que faz a segunda parte do processo, ou seja, beneficiamento, armazenagem, classificação e comercialização das sementes. Maurício não sabe quantificar, mas diz que está ganhando mais com a produção de sementes. O engenheiro agrônomo Romildo Birello da cooperativa Integrada avalia que a produção de sementes custe 5% a mais do que uma lavoura de grãos. Por isso o cooperante deste setor é remunerado pelo menos em 5% a mais. ''Se der mais, pagamos mais'', diz. (M.G.)





