Apicultura é sinônimo de prazer para os produtors entrevistados, mas também de muito trabalho. Leonides Kutz, do Ápiario Modelo, marido de Ana Kutz, presidente da Apomel, conta que seus 40 apiários estão espalhados pela região de Ortigueira. A cada 15 dias, pelo menos, é preciso visitá-los para retirar os favos de mel das colmeias. Os apiários estão espalhados, explica ele, para aproveitar melhor as árvores de onde as abelhas buscam os nutrientes para fazer o mel. ''Aproveitamos a florada de cada planta'', resume Kutz, exemplificando que o melhor período para retirar o mel das árvoes silvestres é entre novembro e dezembro. Cada colmeia pode fornecer em torno de 60 quilos de mel por temporada.
Antes disso, contudo, o apicultor precisa capturar as abelhas. Então, busca lugares estratégicos, onde é possível que elas formem enxames. A tarefa é, basicamente, pendurar em determinadas árvores uma 'caixa' - que no futuro será uma colmeia - dentro há uma 'folha' de mel para atrai-las. Depois, recolhidas as abelhas, essa caixa é levada aos apiários, sempre localizados perto de muitas árvores, onde as abelhas vão fazer o seu trabalho.
O favo, depois de retirado das colmeias, é encaminhado para a Unidade de Beneficiamento de Mel (UBM). O mel, então, é recolhido: o excesso com a ajuda de uma faca e o restante por meio do processo de centrifugação. Em seguida, o material é decantado e embalado. No caso da UBM da família Kutz, o produto só pode ser embalado em galões, os quais seguem para exportação. Para colocar o mel em recipientes menores para revendê-los no varejo, por exemplo, é preciso autorização de alguns órgãos. (E.Z.)

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