Os nomes dos peões e até dos touros boa parte da platéia conhece. Os locutores de rodeio também possuem certa notoriedade junto à turma do chapéu. Contudo, tem um outro pessoal que vai para dentro da arena e que é imprescindível para o show do rodeio. É gente que ganha a vida com as festas de peão. Ah! e os rendimentos são bons.
Adriano Brusco, 35, é juiz de rodeio há oito anos. Era peão, machucou e começou a arbitrar enquanto se recuperava. Não voltou mais para o lombo dos bois. Ganha R$ 3 mil em cada rodeio que trabalha. É o juiz oficial da festa de Barretos há oito anos. ''Para ser um bom juiz é preciso conhecer não só as regras, mas tudo sobre rodeio'', comenta.
Até o início da década de 1990, uma turma de cara pintada e roupas engraçadas era responsável por garantir a segurança do peão a cada queda do animal. O nome deles? Palhaços de rodeio. Hoje em dia a coisa mudou. Os palhaços agora são chamados de salva-vidas e já não pintam as caras. A alcunha de palhaço agora cabe ao sujeito encarregado de animar a platéia.
Em Londrina, atuaram três salva-vidas: Nezílio Alves da Silva, 27, que prefere ser chamado de ''Baiano'', e os irmãos Dinho, 40, e Dici, 33; ou Vlaudemir e Vladecir Birtche. Cada um recebe em torno de R$ 2 mil por rodeio para se jogar na frente do touro e literalmente salvar a vida do peão. ''Às vezes dá um frio na barriga, mas temos que superar'', sintetiza baiano.
Bruno Rafael Pinto, 26, é palhaço, mas pode ser chamado também de animador de platéia, que é o nome oficial para a função que exerce nos rodeios. No entanto, ninguém o chama de Bruno. Ele é o palhaço PT. ''Mas não tem nada a ver com o partido político. É PT de perda total'', explica.
Definindo o rodeio como tudo em sua vida, PT se diz orgulhoso por conhecer quase todo o Brasil viajando de festa em festa. Ele faz o povo rir em mais de 40 eventos por ano. Seu lucro líquido em cada rodeio é R$ 5 mil. (W.S.)

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