Técnicos que participam do Conseleite têm sido consultados sobre a aplicação da metodologia para chegar ao preço referência por diversos Estados brasileiros, entre eles Minas Gerais, maior produtor de leite do Brasil com mais de 6 bilhões de litros/ano. O trabalho também já foi apresentado no Mato Grosso do Sul a convite da Federação de Agricultura daquele Estado.
Em Minas o trabalho foi apresentado no último dia 9. Para o assessor econômico da FAEMG, Márcio Carvalho, o trabalho do Conseleite no Paraná ''é uma saída inteligente para garantir ao produtor maior transparência na negociação de sua produção.'' Carvalho admite que ''mesmo tendo uma fórmula perfeita'' o modelo do Paraná tenha que sofrer alguns ajustes naquele Estado, devido a diferenças em produtividade, clima nas regiões produtoras, tipos de produtores e, principalmente a posição da indústria, que ainda não se mostra disposta a colaborar no processo. ''Talvez aqui a implantação de um conselho, que é inevitável, deva acontecer, primeiro por iniciativa do setor produtivo de forma a pressionar e convencer a adesão da indústria.''
Ronei Volpi, do Conseleite, acredita na viabilização do modelo em outros Estados, guardados os devidos ajustes, mas explica que o conselho é uma coisa que deve ser construído numa relação de parceria e confiança dos elos da cadeia produtiva. A longo prazo ele prevê que outro setor, como o varejo, possa aderir ao sistema, pressionado pelo consumo, já que as informações sobre custos de produção vão tornar possível saber a margem de cada elo na cadeia produtiva.

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