'Trabalho de formiga' para a produção de novo defensivo
Até chegar ao mercado, um novo defensivo percorre um caminho longo e incerto. De cada um milhão de compostos descobertos em laboratório, 15 chegam aos testes de campo e apenas um ou dois vão para o mercado. É um trabalho que leva de oito a dez anos e custa cerca de 200 milhões de euros. Neste período são testados a eficiência, a segurança e a compatibilidade ambiental, além, é claro, os aspectos econômicos - se há demanda, se é viável economicamente.
Antes de chegar aos testes de campo, todo o processo é computadorizado. Robôs fazem o transporte, o armazenamento, a manipulação. Quando uma molécula é descoberta, sua eficiência é testada em estufas que reproduzem os ambientes naturais de cada planta, com controle de temperatura, umidade e iluminação. Antes de confirmar se o componente é tóxico ou não, não há contato direto com os cientistas.
Depois da etapa laboratorial, os pesquisadores passam para o campo. Os testes sob condições reais podem ser feitos em dois locais: em uma área de 250 hectares adjacente ao centro de pesquisa, em Monheim, e em uma fazenda experimental localizada a 20 km de distância, próxima à cidade de Burscheid.
Além da planta na Alemanha, a empresa ainda mantém centros de pesquisa em Frankfurt (Alemanha), Lion (França), Yuki (Japão) e Stilwell (EUA).
Uma das estratégias mais importantes para a empresa, segundo o presidente do conselho administrativo da Bayer CropScience, Dr. Friedrich Berschauer, é o desenvolvimento de novas substâncias ativas. ''A proporção de lançamentos tem aumentado substancialmente e, o incremento nas vendas chega a 28% em oito anos.''
A estratégia mundial da companhia parece que se manterá a mesma nos próximos anos. Até 2016, a empresa planeja lançar 18 novos produtos. Por exemplo, sementes de algodão que são resultado de pesquisa da própria Bayer CropScience, sendo resistentes ao herbicida glifosato e que serão comercializadas nos Estados Unidos no ano que vem.
A cana-de-açúcar também foi acrescentada ao portfólio. A companhia está trabalhando com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) no Brasil, principal instituto do mundo para esta cultura, para desenvolver novas variedades para a produção de etanol com teor mais alto de açúcar. (R.N.)





