É difícil pensar no conceito de agricultura digital sem uma análise atenta a todo o aparato de conetividade que ela necessita. No Brasil, ainda temos muito para desenvolver nesse sentido e os grandes players do agronegócio mundial sabem que não adianta desenvolver tecnologia de ponta para o País sem conectividade. Seria como um iPhone de última geração sem internet, ou algo do tipo.

A falta de conexão no campo fez com a John Deere trouxesse uma iniciativa pioneira. Intitulada "Conectividade Rural", a ação levará acesso à internet aos produtores, preenchendo a lacuna de infraestrutura do País, para que as tecnologias destinadas a melhorar a agricultura possam ser utilizadas com todo o seu potencial.

Em parceria com a Trópico - empresa dedicada ao desenvolvimento, produção e distribuição de modernos equipamentos de telecomunicações – o trabalho consiste na instalação de torres de transmissão de acordo com a necessidade de cada produtor, que permitirão que ele esteja conectado à internet, mesmo em locais onde as operadoras móveis não alcançam. O serviço inicia no final do ano e tem custos dependendo de cada produtor. "Assim conseguiremos conectar as áreas rurais do Brasil e ofereceremos aos agricultores acesso às melhores ferramentas e soluções. Acreditamos que, uma vez que eles tenham uma boa conexão à internet e ao Centro de Operações - nova plataforma da John Deere que integra informações sobre agricultura, máquinas e território - (os agricultores) poderão tomar decisões mais assertivas e em tempo real", explica Eduardo Martini, gerente de vendas da John Deere Brasil.

Como acontece com suas principais concorrentes, a empresa investe forte nesse novo conceito. Em 2017, por exemplo, a companhia anunciou a compra da startup de robótica Blue River Technology, situada no Vale do Silício, nos EUA, líder em aplicar machine learning na agricultura. "No mesmo ano, a John Deere foi a primeira empresa do agronegócio a participar da Campus Party Brasil."

Por fim, a empresa se mostra empolgada com o caminho que a agricultura digital nacional está seguindo. "Atuamos em três pilares: otimização de máquinas, de operação e no suporte às decisões agronômicas. Mais do que um portfólio completo em maquinário, oferecemos para todos os perfis de agricultores a conexão entre máquina, tecnologia, pessoas e inteligência, que proporcionam maior eficiência e rentabilidade de forma sustentável. Em nossa visão, essa é a agricultura do futuro." (V.L.)

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