Força, destreza, equilíbrio e muita beleza. Características que criam uma relação harmoniosa entre cavalo/cavaleiro, cavalo/amazona e fazem com que anualmente as provas de equitação da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina sejam um dos pontos altos da festa. Na 50 Edição da Expo, cerca de 150 conjuntos se revezam hoje e amanhã na Pista de Esportes Equestres do Parque Ney Braga, na disputa do Campeonato Estadual de Hipismo Clássico em sete diferentes categorias.
O coordenador do evento Rafael Berger Prochet, do Manège Refúgio, explica que as categorias são divididas por altura. ''Os atletas saltam obstáculos que variam de 40 centímetros a um metro e trinta. De quarenta a noventa centímetros são as categorias de escola, para iniciantes. De um metro a um e trinta estão os cavaleiros mais experientes'', diz Prochet, que vai contar com cerca de 25 atletas de sua escola na competição.
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos atletas no hipismo é a de conhecer o percurso apenas pouco antes do início da prova. O trajeto é montado e os competidores têm trinta minutos para o reconhecimento, mas sem entrar com os cavalos. Eles verificam o número de obstáculos e traçam as estratégias para não cometerem erros. ''Eles checam também os esforços na pista, que nada mais são que obstáculos duplos ou triplos. Vence o competidor que fizer em menor tempo e menor número de faltas'', explica Rafael.
Para que a apresentação saia de forma impecável, atleta e animal devem estar em perfeita sintonia. A amazona londrinense Paula Marchezoni Alho da Silva, atleta e treinadora da Força Livre Escola de Equitação, relata que o nervosismo do competidor pode se refletir no equino. ''Se o cavalo for novo, ele vai sentir ainda mais. Tanto a pessoa quanto o animal precisam de treino e determinação para evoluir. Além disso, o preparo físico é fundamental, quem vê o atleta ali, todo sorridente, mal sabe o esforço que estamos fazendo'', brinca Paula, que compete na Expo este ano nas categorias um metro e vinte e um e trinta.
Outros detalhes também são extremamente importantes para manter toda aquela elegância dos bons cavaleiros e amazonas: técnicas para movimentos de perna, braço, postura e posicionamento na sela são alguns exemplos. ''Tudo isso deve estar em conjunto com um bom animal. A raça em alta hoje é o brasileiro de hipismo (B.H). Nas provas, um pequeno deslize pode custar o título'', finaliza Alho.

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