Propriedade modelo em São Sebastião da Amoreira, a Fazenda Cachoeira possui 43 alqueires de espelho d’água em forma de represa. A captação da água das nascentes internas é subterrânea, feita por um sistema de canos ajustados no afloramento do lençol freático. ‘‘A proteção desses canos é natural, com árvores, bambus e pedras’’, assinala o agropecuarista André Carioba.
  Ele explica que a água captada é despejada em dois depósitos, sendo que um deles abastece o confinamento com capacidade estática para 4 mil cabeças. No total são bombeados diariamente 160 mil litros de água para o confinamento. Cada animal utiliza, em média, 40 litros de água/dia.
  Outro depósito bombeia a água que é consumida pelos cerca de 100 funcionários que moram na fazenda. ‘‘Toda a água usada pelos funcionários é tratada nos moldes do tratamento urbano, inclusive possuímos um laudo da Universidade Estadual de Londrina que comprova a qualidade da água para consumo’’, ressalta.
  A fazenda conta ainda com uma área de mais de 200 alqueires cultivada com cereais. Segundo Carioba, as lavouras são irrigadas com um sistema de pivô central. ‘‘Essa água vem de mais de 20 represas existentes na propriedade’’, aponta o agropecuarista. Ele relembra que os recursos hídricos da propriedade são conservados desde que a família adquiriu a terra, em meados da década de 1960.
  Questionado sobre a lei de pagamento do uso da água, ele afirma ser contrário. ‘‘Não sabemos para onde vai esse dinheiro’’, diz. No entanto, o agropecuarista é favorável à fiscalização do uso correto dos recursos hídricos no meio rural. ‘‘É mais importante fiscalizar a manutenção e a conservação do manancial que é um tesouro a ser aproveitado pelas gerações futuras’’, completa. (M.G.)

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