Devagar, mas sempre
  O crescimento da moagem da cana-de-açúcar (destinada à produção de açúcar e etanol) no centro-sul brasileiro para a safra 2009/10 será menor que a do ano passado. O total registrado no período será próximo de 550 milhões de toneladas ante os 505 milhões da safra 2008/09. Isso quer dizer que o incremento será de 45 milhões/t. Na colheita anterior, o crescimento foi de 74 milhões/t. e alicerçou o salto na produção de 431 milhões/t. (2007/08) para os 505 milhões do ano passado, segundo a União Nacional dos Produtores de Cana-de-Açucar (Unica).

Açúcar aumentou
  O processamento e moagem da cana-de-açúcar destinada à fabricação do açúcar também foi forte. O salto superou os 100% quando comparado ao mesmo período na safra passada. Até 1º de maio deste ano foram moídas 43,25 milhões de otneladas de cana, contra 21,43 milhões/t. na safra 2008/09. Na ponta do lápis, o incremento foi de exatamente 101,8%.

Menos líquido
  A safra com perfil mais açucareiro já era esperada devido ao impacto da crise mundial no mercado alcooleiro. O total de açúcar produzido atingiu 1,68 milhão de toneladas contra 673,5 mil toneladas e cresceu nada menos que 149,69% no período.

Derramando etanol
  Por sua vez, a moagem de cana para a produção de etanol até 1º de maio produziu 1,78 bilhão de litros. Segundo a Unica, crescimento foi de 100,34% se comparado à safra anterior que totalizou 888,5 milhões de litros. Mesmo com um perfil mais açucareiro, a quantidade de etanol produzida por tonelada de cana esmagada permaneceu semelhante à da safra anterior: 41,16 litros/tonelada.

Sem mercado
  Segundo Anísio Tormena, da Alcopar, o escoamento ainda é complicado porque somente dois países utilizam com expressividade o álcool como combustível: Brasil e Estados Unidos. ‘‘Eles ainda não abriram o mercado para o nosso etanol, porque sempre priorizam a economia deles. Na Europa já existem experimentos e programas energéticos com o etanol, mas ainda é fraco’’, analisou.

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