Natália Bertussi atua na coordenação de startups do Sebrae Nacional. Ela explica que vê esse movimento de inovação tecnológica por meio de startups em todos os negócios tradicionais e o agronegócio não ficou para trás. "Não há como startups e empresas não olharem para esse mercado. Existia antes uma desconfiança, uma descrença do produtor rural em relação a esse tipo de trabalho. Hoje eles estão abertos a isso e participam desse processo".

O coordenador da incubadora Hotmilk, aceleradora da PUC-PR, Leonardo Oliveira Tostes, relata o aparecimento de muitas empresas ligadas ao agro nos editais da aceleradora. "É um tema muito recente e reflete a importância desse mercado. Inclusive, temos visto muitas grandes empresas do setor se envolvendo, investindo e estimulando esse ambiente de startups".

Um fato bem interessante citado por Tostes é que uma startup não é "apenas uma moda, popular entre jovens e focada apenas na criação de aplicativos". "Os aplicativos, inclusive, estão numa curva descendente de uso. Hoje vemos pessoas com 30, 35 anos, que dominam um segmento, entendem um mercado, e quando encontram uma oportunidade se unem com entendedores de tecnologia e já começam a desenvolver o projeto. É algo muito sólido e uma tendência que veio para ficar".

Para ele, um dos temas mais populares para o futuro e hoje já domina muitas discussões é a inteligência artificial, utilizada de diversas formas. "São implementos agrícolas autocontrolados, controles financeiros e de recursos do empreendimento, por exemplo". (V.L.)

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