Ao participar da assinatura de convênio com a Fundação Meridional, o presidente da Embrapa, Alberto Duque Portugal, disse que as parcerias são uma tendência no Século 21. ‘‘Nenhum país do mundo conseguiu desenvolver tecnologia – e nem conseguirá – em qualquer setor, na velocidade necessária para se manter competitivo, se não houver uma forte parceria do setor público e do setor privado. Isso não significa a privatização da pesquisa. O setor público e o Estado sempre terão um papel fundamental no investimento em pesquisa, principalmente em áreas estratégicas como é a agricultura’’, disse Portugal.
No caso do Brasil’’ – acrescentou –, ‘‘o Governo tem a consciência clara de que é preciso fortalecer os investimentos públicos. Agora, é preciso que o setor privado também se engaje cada vez mais, para que nós tenhamos um recurso maior para fazer pesquisa’’, destacou, garantindo que a pesquisa pública não será privatizada.
Na opinião de Portugal, a Embrapa ‘‘já cumpriu um papel importante sem dúvida alguma’’, mas ‘‘num momento em que tecnologia e informação se tornam fatores estratégicos de desenvolvimento de competitividade em todas as áreas, o Brasil, no caso específico da agricultura, tem dois fatores estratégicos: a tecnologia e a informação agropecuária. A tecnologia, porque nós estamos na era do conhecimento, e a agricultura, por ser um dos poucos setores em que o Brasil tem competitividade e liderança internacional, especialmente em agricultura tropical. E a Embrapa tem sido uma das instituições responsáveis por dar as condições para que o agronegócio brasileiro se mantenha competitivo. Portanto, o futuro dela é extremamente promissor, extremamente importante, estratégico e terá, sim, que trabalhar cada vez mais integrada com o setor privado.’’(J.O.)

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