As condições atípicas do tempo que perduram há quase dois meses não mudaram durante a última semana, tendo ocorrido temperaturas elevadas e precipitações quase nulas em todo o Estado, com exceção da região do Litoral, onde tem chovido regularmente. A massa de ar quente e seco que permanece na região Sudeste e parte da região Sul tem impedido a entrada de frentes frias que poderiam trazer chuvas.
As temperaturas continuam elevadas durante o dia, mas já ocorrem condições mais amenas durante a madrugada, principalmente nas áreas mais elevadas do Paraná. Durante a última semana as temperaturas médias variaram de 26 a 28 graus C na faixa Oeste, junto ao Rio Paraná, de 22 a 26 graus na faixa Central e Litoral e de 20 a 22 graus nas regiões mais elevadas do Primeiro Planalto.
Ocorre deficiência hídrica em todas as regiões do Paraná, exceto o Litoral, com o armazenamento de umidade do solo esgotado a níveis abaixo de 25% da capacidade máxima, havendo necessidade de chuvas de cerca de 50 a 100 mm para a normalização da disponibilidade hídrica. O veranico é mais severo na faixa Oeste do Estado, de Paranavaí a Pato Branco, com valor acumulado menor que 40 mm durante os últimos 30 de dias. Em Palotina, a última chuva significativa (20 mm) ocorreu em 20 de fevereiro, portanto há quase 50 dias, e em Cascavel e Pato Branco choveu apenas 20 mm nas últimas três semanas.
Os agricultores têm adiado a semeadura do trigo nas regiões Norte e Noroeste, devido à falta de umidade no solo para o estabelecimento da lavoura, e o milho safrinha tem sofrido danos significativos devido ao estresse hídrico, que também causa a desfolha no café na região do arenito. O veranico tem prejudicado também o desenvolvimento e a qualidade das pastagens, antecipando a falta de alimentos para o gado que normalmente ocorre no inverno. Nas propriedades que exploram olerícolas, o tempo quente e seco aumenta os gastos com a irrigação e diminui a qualidade do produto.

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