Devido à elevada umidade do ar proveniente da região atlântica, na última semana ocorreram chuvas fracas e esparsas na maior parte do estado do Paraná, com exceção de rápidas pancadas em algumas localidades, porém com predominância de sol na maioria do período. Os totais de precipitação durante a semana variaram de 0 a 5 mm na faixa oeste do estado e aumentaram gradualmente até cerca de 60 mm na região do litoral.
As temperaturas ainda continuaram elevadas, porém mais amenas em comparação com o pico do verão, principalmente ao amanhecer e à noite. Foram mais elevadas no litoral e nas regiões vizinhas aos vales do rios Paranapanema e Paraná, desde Porecatú a Foz do Iguaçu, sendo registradas temperaturas médias semanais acima de 24 graus C e mínimas e máximas oscilando entre 19 a 32 graus C. Nas regiões sudeste a sudoeste, as temperaturas médias permaneceram ao redor de 20 graus C nas regiões mais elevadas, como em Palmas, e em cerca de 20 a 22 graus C no restante das localidades.
Essas condições climáticas continuam sendo altamente favoráveis para a safra de verão que se aproxima do final de ciclo. No momento, a maioria das lavouras encontra-se em fase de maturação e colheita, necessitando de períodos de estiagem para facilitar as operações de colheita. A umidade do solo favorável e temperatura adequada beneficiam a manutenção das pastagens viçosas e a granação de frutos das lavouras de café. A situação é desfavorável somente na região sudoeste, onde as últimas chuvas significativas ocorreram em 13 de fevereiro (35 mm). Essa condição começa a ser crítica para o feijão da seca semeado em início de janeiro, que agora encontra-se na fase crítica de floração. Conforme mostrado no mapa de disponibilidade de água no solo, a água disponível para o crescimento da cultura encontra-se em níveis críticos (0 a 20% da capacidade máxima), devendo haver abortamento de flores e comprometimento da produtividade se a situação se prolongar durante a próxima semana. A situação ainda não é crítica para o milho safrinha, do sudoeste ao noroeste do estado, embora possa haver problemas de emergência nas áreas sob plantio convencional, devido à perda de umidade do solo resultante das operações de preparo de solo.

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