A sabedoria do homem do campo e a alta tecnologia garantem ao agricultor a certeza de que antes da porteira ele consegue ter o controle de tudo nas mãos, desde o manejo à qualidade das sementes. Porém , basta olhar para o céu que verá que o clima não obedece à mesma regra.
Para não ter que entregar a Deus a salvação da lavoura, o agricultor pode buscar ajuda nas informações meteorológicas, que prevêem tempos melhores para a agricultura paranaense graças ao fenômeno El NiÀo, que está dando o ar de sua graça.
Ainda que considerado fraco e de pouca influência, o fenômeno repercutirá positivamente para a agricultura.
As estiagens serão mais leves ao contrário do que ocorreu na safra 2004/2005 em que, principalmente na região paranaense dos Campos Gerais, entre os meses de dezembro e janeiro, chegou a 56 dias de seca.
No Norte e Sudoeste do Estado, a falta de precipitações de chuvas bateu os 45 e 50 dias, respectivamente.
Somente em dois meses de 2006, o Paraná registrou incidências de chuva acima da média, fevereiro e setembro. Em todos os outros as precipitações estiveram abaixo.
Luiz Renato Lezinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, assegura que desde o mês passado, as chuvas estão ocorrendo de maneira irregular, mas as precipitações são maiores.
''Estamos prevendo a volta do El NiÀo, o que significa chuvas mais abundantes e bem distribuídas. Acredito que o Paraná está longe do clima ideal, registrado na safra 2002/2003, mas será melhor do que o da safra passada'', comenta Lezinski.
O El NiÀo é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento das águas de superfície do Oceano Pacífico Tropical, afetando o clima regional e global.

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