A massa de ar quente que predomina sobre o Sul e Sudeste do Brasil durante as últimas semanas continua impedindo o deslocamento das frentes frias, provocando temperaturas de 2 a 3 graus acima da média para todo o Estado. As maiores temperaturas ocorreram no Noroeste e Oeste com valores acima de 28 graus (máximas acima de 35 graus e mínimas acima de 21 graus).
O veranico prevaleceu em grande parte do Paraná, sendo mais severo na faixa Oeste do Estado, abrangendo regiões próximas a Paranavaí até Francisco Beltrão, onde a água disponível no solo está abaixo de 30% da capacidade máxima (faixas amarelo, laranja e vermelho no mapa), valor considerado crítico para o desenvolvimento da maioria das culturas em fase de crescimento e desenvolvimento. Em alguns locais não ocorrem chuvas expressivas há mais de 20 dias. Nessas regiões, as perdas por evapotranspiração permanecem elevadas para esta época do ano (4 a 5 mm por dia), contribuindo para o rápido secamento da camada superficial do solo. Uma faixa central, mostrada em tons de verde no mapa, apresenta água disponível entre 30 e 60% da capacidade máxima, caracterizando deficiência moderada a severa. A situação é mais favorável em pontos localizados, onde a ocorrência de precipitações contribuiu para amenizar o veranico. Totais de chuva acumulada na semana atingiram 94 mm em Jaguariaíva, 52 mm em Palmas, 39 mm em Paranavaí e 33 mm em Cambará. No Litoral as chuvas vêm ocorrendo normalmente e a condição de água no solo é plenamente favorável.
Essas condições climáticas prejudicam a soja semeada na segunda quinzena de novembro a meados de dezembro e devem provocar decréscimo da produtividade da cultura devido ao estresse hídrico e térmico. A situação continua critica para o milho safrinha nas regiões norte e oeste do Paraná, com mortalidade de plantas devido a pragas e baixo desenvolvimento vegetativo, provocado pelo estresse hídrico.
O zoneamento agrícola indica o início de plantio do trigo para o Norte e parte do Oeste do Paraná. Entretanto, os produtores devem aguardar uma chuva de pelo menos 30 mm para a semeadura para não prejudicar a germinação e emergência das plantas.

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