O consumo de proteína proviniente da carne de frango é e será cada vez maior dentro e fora do País. A procura pelo produto do ponto de vista interno tem haver com o acesso de faixas da população à condição de consumidores, além do crescimento da economia e a estabilidade da moeda. Já no externo, japoneses e chineses estão desde 2005 consumindo a ave brasileira, depois que a gripe aviária na Ásia arrasou toda produção de frango no oriente. A avaliação é Departamento de Economia Rural (Deral) e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). O Brasil exporta, atualmente, 110 milhões de cabeças de frango para 155 países.
''A renda interna da população aumentou, por isso ela passou a consumir mais frango'', declara Roberto de Andrade Silva, técnico do Deral da Seab, ao esclarecer que o aumento do preço da carne bovina também propiciou um maior consumo de carne de frango. Ele acrescenta que todas as fontes de proteína, como leite, ovos, carne suína e até a bovina foram beneficiadas pela melhora na condição financeira das famílias brasileiras. Neste primeiro semestre, o consumo de frango no Brasil aumentou 5,5% e 4,3% no Paraná, em relação ao mesmo período do ano passado. Isto representou em termos de arrecadação R$ 2,1 bilhões no plano nacional e R$ 696,5 milhões para o Paraná.
A pandemia aviária na Ásia é apontada pelo presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, como o impulso principal para o crescimento externo avícola do País. ''Os asiáticos vieram atrás da qualidade, da quantidade e da higiene de nossa produção'', afirma Martins, ao descrever a receita de sucesso do setor no mercado externo. Ele cita que o setor cresceu sete vezes mais desde 2005. Martins exemplifica ao falar de seu abatedouro em Arapongas, que abate 55 mil frangos por mês. ''Possuía 139 empregados em 2005, hoje tenho 680 funcionários trabalhando''.
O presidente do Sindiavipar declara que as fusões de cooperativas e abatedouros formando pool de empresas serão cada vez mais comuns mos próximos anos. Os números não deixam de confirmar esta tendência de crescimento, segundo dados do próprio Deral, que apontam um aumento médio de 29% no preço do quilo do frango tanto interna quanto externarnamente, dados referentes a janeiro e julho deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado.
''Este aumento médio no quilo do frango no mercado externo é maior em alguns casos'', ressalva o líder do Sindiavipar, ao acrescentar que cortes diferenciados da ave - venda de partes em separado do frango -, além da desossa chegam a acrescentar até 60% a mais no preço do quilo da ave no mercado externo. Ele aponta ainda, que o crescimento se deve a orientação crescente de setores ligados à medicina e à nutricão do mundo todo, pelo consumo de carne de frango em substituição à carne vermelha. ''As pessoas estão cada vez mais querendo qualidade de vida e isto inclui se alimentar bem'', explica.
Fusões
Atualmente, o Paraná conta com 31 abatedouros, entre pequenos, médios e grandes. Em Apucarana, um novo complexo avícola está sendo criado por 19 abatedouros, o grupo Unifrango Agroindustrial. Numa área de 15 alqueires, serão criados 2 mil empregos diretos. A construção do terminal avícola em sua primeira etapa receberá investimentos da ordem de R$ 30 milhões. O espaço terá capacidade para abrigar um frigorífico para 10 mil toneladas carne congelada de frango.
O projeto todo, após sua implantação, terá um custo estimado de R$ 200 milhões. O grupo já está produzindo, diariamente, 2,1 milhões de pintinhos para granjas e posterior engorda para abate. Toda carne do novo complexo será escoada para exportação até o Porto de Paranaguá.

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