Curitiba - A qualidade da produção de biodiesel será acompanhada de perto pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Uma usina para a produção do combustível já está pronta e começará a atuar no dia 18 de julho. O projeto é piloto e foi desenvolvido com recursos do Fundo Paraná. A pequena usina contou com investimentos de R$ 800 mil. A capacidade de produção diária é de mil litros. ''Não temos interesse comercial. Por isso, fizemos uma planta pequena, que pode nem ter viabilidade financeira. Nosso interesse é pesquisa e desenvolvimento'', diz Bill Jorge Costa, diretor-técnico do Tecpar. O instituto já cuida da análise de amostras da produção de outras usinas dos estados do Paraná, Piauí, Ceará, Bahia, Goiás e São Paulo.
O estoque para o início da produção já existe: são 8 mil litros de óleo de girassol que foram encaminhados pelo Instituto de Agronomia do Paraná (Iapar). ''O maior gargalo que se tem hoje para produção de biodiesel é a falta de matéria-prima. Tem grande oferta de soja no Paraná, mas a soja é uma commodity. O preço varia diariamente, o que é complicado. Temos que buscar alternativas, diversidade. O correto é termos o ano inteiro um volume de grãos adequado para a produção do biodiesel e com custo baixo. São indicados para isto o girassol, o pinhão manso e o nabo'', destaca o diretor do Tecpar.
O produto é sempre avaliado de acordo com 25 parâmetros exigidos pela Resolução 42, de 24 de novembro de 2004, da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os estudos e a usina fazem parte do Programa Paraná Biodiesel que visa desde o apoio aos agricultores e o incentivo a produção de óleos vegetais até a divulgação de formas corretas de se usar o biodiesel (em tratores, máquinas agrícolas e carros oficiais). Costa explica ainda que são duas frentes de trabalho: uma coordenada pelo Iapar (estudo de matérias-primas para produção do biodiesel) e outra pelo Tecpar (desenvolvimento tecnológico). ''O que começamos a fazer é testar as matérias-primas que foram escolhidas pelo Iapar, produzindo com elas o biocombustível. Testamos novas rotas metodológicas'', informa.
Até agora, foram avaliados biocombustíveis produzidos através da soja, girassol, nabo e amendoim. Em breve serão testados: algodão, mamona, cártamo, linhaça, canola e crambe. O Tecpar tem como meta contribuir para buscar soluções inovadores para o progresso técnico de atividades econômicas. Várias pesquisas são desenvolvidas no instituto - que busca o desenvolvimento de tecnologias nas áreas de bioenergia, química fina, produção de biológicos e serviços tecnológicos.

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