O agricultor Carlos Antônio Casali abriu terras no Oeste baiano com a cultura do arroz. Ele chegou na região de Mimoso do Oeste em 1981. Plantou 150 ha de arroz, numa terra sem água para irrigar. A seca e a falta de tecnologia de cultivo acabaram com a plantação no primeiro ano. A nascente do rio mais próximo fica a 10 quilômetros da propriedade, que hoje tem 4400 hectares.
No segundo ano, com o plantio da soja, apenas calcareou a terra. Resultado: de 35 ha colheu apenas 26 ha. De lá para cá a recuperação e melhoria do solo tem viabilizado a cultura no sequeiro.
Mais arrozEste ano Casali plantou 1600 ha de soja, 100 ha a mais do que na safra passada, com média de 42 sacas por ha. No arroz plantou 210 ha e colheu 43 sacas/ha. A atual área de arroz soma 500 ha de onde pretende colher 20 mil sacas. O aumento se deve ao ‘‘bom preço do arroz no ano passado.’’
Casali reconhece que a produtividade das lavouras, desde sua chegada, só começou a melhorar de 10 anos para cá, com uso de tecnologias como adubação, variedades resistentes, e outras. ‘‘Quem produz mal sai do negócio, já que o custo de produção é cada vez mais alto’’, comenta.
O milho é cultivado em 400 ha, com produtividade de 6 mil quilos/ha. O mercado é todo no Nordeste. ‘‘Se vender no preço mínimo tenho 50% de lucro’’. Ele afirma que em 17 anos não ganhou dinheiro com o arroz. Só em 1997, com aumento de adubação de 200 kg/ha para 400 kg/ha, obteve o dobro do que investiu.(C.B.)

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