Tecnologia própria é a maior ganrantia
Tecnologia própria
é a maior ganrantia
Atualmente o Paraná tem 160 mil hectares de café (40 mil adensados). E de toda a área, 144 mil hectares estão em produção, havendo uma primeira estimativa de que a próxima colheita será de 2,2 milhões a 2,4 milhões de sacas de 60 kg (beneficiadas), já embutida uma possível quebra de 20% em comparação à safra anterior, informou a agrônoma Margoreth Demarchis, do Deral.
Ela observa que já se faz sentir os resultados do plantio adensado, aproximadamente 20% das lavouras, correspondendo de 28 mil a 29 mil hectares das que estão produzindo. No município de Londrina são 22.240 hectares, dos quais 6.600 adensados, o que corresponde a 30%.
Pelo acompanhamento do Deral, o café adensado está obtendo média de 45 sacas/hectare; o convencional, 15 sacas. E há as propriedades com lavouras dobradas, divididas em adensadas e convencionais, estabelecendo outras médias.
Com o preço médio de R$ 204,00 a saca hoje, os cafeicultores estão lucrando, em comparação aos os custos totais de produção - R$ 124,00 por saca no sistema convencional e R$ 75,00 nas lavouras adensadas, conforme o Deral.
De acordo com pesquisadores do Instituto Agrônomico do Paraná, que estabeleceram o Modelo Iapar de Café Adensado, o potencial é de 80 sacas/hectare/ano em cafezal ótimo.
As perspectivas são animadoras, segundo o pesquisador Tumoru Sera, apontando que anteriormente o Paraná usava conhecimentos de fora e hoje está plantando com tecnologias próprias -mais de 70 estão disponíveis-, concebidas após rigoroso diagnóstico das condições de clima e solo, tendo sido criadas variedades para cada situação.
Introduzindo-se o café adensado e racionalizando-se a diversificação com três a quatro atividades, busca-se a preservação das propriedades e não o lucro temporário, segundo Tumoru.
O ideal é que os produtores sobrevivam com preços ruins e tenham lucros já com preços regulares, deixando-os menos sujeitos aos efeitos negativos de políticas econômicas e aptos a conviver com a globalização. Tumoru Sera prevê um efeito multiplicador dos resultados que vierem a alcançar aqueles produtores excelentes, que numa simulação representam 10%, cuja eficiência poderá permitir lucro médio entre US$ 2.000 e US$ 6.000 por hectare, bianualmente.(W.S.)





