Tecnologia garante rentabilidade
Aproximadamente 50% do custo de produção do algodão no Brasil, cerca de US$ 900 milhões, é destinado à compra de herbicidas e inseticidas.
Apesar da proibição do cultivo do algodão geneticamente modificado, a Embrapa têm trabalhado no desenvolvimento de um cultivar transgênico, mais resistente ao bicudo. Segundo a pesquisadora da Embrapa Algodão, Roseane Cavalcanti dos Santos, a variedade será obtida com o isolamento de um gene que codifica uma enzima de potencial inseticida. A enzima ataca o colesterol das membranas intestinais do inseto, levando-o à morte, destacou.
O aumento da produção nacional e dos contratos de exportação têm contribuido também para o crescimento nas vendas de medidores de umidade e testes para a detecção de sementes geneticamente modificadas. Com a semente GMO, os custos caem mesmo com o pagamento de royalties. Porém no Brasil, essa cultura ainda é proibida, disse o diretor comercial da Gehaka, Christian Kaufmann, que espera atender os novos produtores do Centro-Oeste e da Bahia, além de substituir equipamentos antigos ainda usados em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. (M.G.)





