''A piscicultura quando conduzida por projetos não é poluente, não causa impactos ambientais. Temos tecnologias que garantem a não poluição das águas'', afirma o engenheiro agrônomo Ricardo Neukirchner. A segurança da atividade segundo ele é a mesma nos dois sistemas de cultivo utilizados, em tanques escavados (represas) ou em tanques-rede (gaiolas instaladas em reservatórios maiores). ''O que muda é apenas o sistema de criação: aberto ou fechado com cultivo mais intensivo'', explica.
Sobre a dieta alimentar dos peixes, Neukirchner diz que são utilizadas rações naturais, sem qualquer tipo de aditivo, produzidas à base de soja ou milho e farinha de peixe. ''Nos cultivos em cativeiro é possível garantir a qualidade da carne e de seu sabor'', diz ele explicando que o tipo de alimento recebido pelo cardume pode interferir no gosto. ''Há peixes da natureza que apresentam 'sabor de barro'. Esse gosto é concedido por um tipo de alga presente na flora fluvial.''
''Peixe também não toma remédios. A tilápia, especialmente, devido a sua rusticidade, não registra doenças ou parasitas que a afete'', garante o técnico.
A empresa Aquabel, segundo ele, é pioneira no Brasil na produção de alevinos 100% machos (incubação artificial). A tecnologia de produção de tilápias importada da Noruega, em parceria com uma empresa de lá, garante inclusive a rastreabilidade da carne, por meio do DNA do peixe.
''Podemos pegar um filé de peixe no prato de uma pessoa em qualquer lugar do mundo é saber se ele nasceu aqui.'' Esta informação ainda não é utilizada porque não há exigência de lei, mas está pronta para ser consultada a qualquer momento, acrescenta Neukirchner.
A empresa de Rolândia cuida atualmente da produção de 2 milhões de alevinos de tilápias por mês. Este ano instalaram duas novas filiais, em Goiás e Mato Grosso do Sul. Com isso, a produção, a partir deste semestre, está estimada em 5 milhões de alevinos/mês. (C.G.)

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