Os animais são as estrelas da ExpoLondrina. Chamam a atenção pelo porte, pela beleza, pela presença e atraem olhares de todos o lados. Este ano, a previsão é que passem pelo Parque Governador Ney Braga cerca de 12 mil exemplares de diversas raças, perpetuando essa tradição. Mas, nesta esta edição da feira, a atenção também se voltará para a tecnologia aplicada na geração e criação desses animais. Pouca gente sabe, mas para criar um animal que seja produtivo e tenha bom valor de mercado leva tempo e exige investimentos que, segundo especialistas, valem a pena. Um único exemplar pode ser comercializado por mais de R$ 500 mil, como o arrematado em um leilão da exposição de 2011.
  Especialistas ainda ressaltam que o uso de novas técnicas de reprodução na bovinocultura é uma ferramenta cada vez mais utilizada na pecuária paranaense. Por esse motivo, durante a 52ª ExpoLondrina será realizada a 2ª edição do Simpósio de Eficiência em Produção e Reprodução Animal, que acontece no dia 12 de abril. Com foco na divulgação de inovações para o setor, os temas escolhidos estão ligados à Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), ao desempenho reprodutivo e à clonagem.
  Luigi Carrer Filho, coordenador do workshop, afirma que o objetivo é mostrar e levar aos pecuaristas novas tecnologias que aumentem a rentabilidade. Ele afirma que o encontro mostrará aos participantes novidades ligadas a todos os segmentos do setor produtivo, principalmente na bovinocultura de corte e leite. Carrer Filho sublinha que a tecnologia é uma das melhores ferramentas que o produtor pode obter para ter uma produção de qualidade. ‘‘Com o bom uso de novas técnicas, dificilmente haverá prejuízos’’, destaca.
  Nesse sentido, acrescenta Carrer Filho, os estudos das instituições de pesquisas são muito importantes. ‘‘Traremos neste ano os melhores especialistas da área para incentivar a produção de qualidade e divulgar as novidades do setor’’, destaca. O coordenador do simpósio aponta que a pecuária paranaense é uma das mais tecnificadas do Brasil. Ele explica que devido à pouca disponibilidade de área, os criadores tiveram que se tecnificar para manter-se competitivo no mercado.
  ‘‘No Paraná, as terras são caras e pequenas. Por isso o produtor necessita de uma produção com alta eficiência, investindo cada vez mais em tecnologia’’, observa. Além disso, Carrer Filho completa que a boa sanidade e a dedicação do criador quanto aos aspectos nutricionais têm permitido que o Paraná produza uma das melhores carne e leite do Brasil.
  João Carlos Romanelli, criador de gado de corte da região de Cambé, endossa essa produção paranaense. Segundo ele, o mercado está cada vez mais em busca de animais com altos índices de precocidade, habilidade materna e maciez de carcaça. Para ele, só a tecnologia e o manejo adequado do rebanho podem proporcionar esses resultados. ‘‘Acredito que ainda há muita tecnologia por vir e estou pronto para testá-las’’. Romanelli acrescenta que a ExpoLondrina incentiva a pesquisa e que este Simpósio será interessante para ampliar seus conhecimentos. Para mostrar que investir em tecnologia genética é eficaz, Romanelli levará para a exposição cerca de 20 animais PO (Puro de Origem).

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