Aliar tecnologia, produtividade e, principalmente, buscar informação. Atuar com eficiência na agricultura sem conciliar esse tripé é praticamente impossível ao produtor nos dias de hoje. Para isso, muitas vezes, é necessário que ele ultrapasse as fronteiras de sua propriedade e busque - com especialistas deste mercado - uma forma de otimizar seus resultados. A Belagrícola, uma gigante do agronegócio paranaense que atua desde a plantação até a venda da produção de seus clientes, sabe bem como conciliar esses fatores e facilitar a vida do produtor.
Há 10 anos, a empresa que nasceu em Bela Vista do Paraíso, realiza o Projeto Belasafra, o maior Dia de Campo do Norte do Paraná, onde novas tecnologias são apresentadas oferecendo informações completas para que o produtor maximize a produtividade agrícola. Um trabalho que proporciona aumento na rentabilidade de seus parceiros e fortalece toda a cadeia. Nesta 10 edição, que acontece nos próximos dias 2, 3 e 4 de fevereiro em Cambé, haverá uma megaestrutura montada numa área de 17 hectares, com a expectativa que 3,5 mil produtores do Paraná e São Paulo visitem os estandes das 45 empresas que participam do evento. Divididos em grupos de 50 pessoas, os convidados passam por uma área de 10,8 hectares e conhecem o que há de mais moderno em tecnologias de produção, principalmente das culturas de soja e milho no verão.
Segundo Rodrigo Tramontina, gerente do departamento de alta tecnologia e nutrição da Belagrícola, o produtor vai encontrar os mais diferentes híbridos de grãos das duas culturas, os últimos lançamentos do mercado. A eficiência do material que será apresentado, segundo Tramontina traz mais ganhos e economia, como a redução no número de aplicações de defensivos químicos nas lavouras. ''Em 2001, tínhamos uma produção de soja de 50 a 55 sacas por hectare. Hoje, já falamos de áreas dentro do evento de 70 a 75 sacas por hectare. Isso mostra a evolução dos produtos'', avalia Tramontina, um dos idealizadores do Dia de Campo.
O gerente enfatiza que hoje a tecnologia do campo está extramamente acessível aos produtores em comparação há dez anos e, muitas vezes com custo menor. ''É possível aumentar a produtividade na ordem de 20% com um investimento menor do que o plantio convencional. Para o agricultor ganhar dinheiro hoje, ele tem que estar em dia tanto na parte técnica quanto na financeira, e o Belasafra consegue unir essas duas pontas'', destaca.
O faturamento em potencial de mercado dos agricultores que visitam o Belasafra este ano chega a R$ 3,5 bilhões, sendo que diversos negócios devem ser fechados no pós-evento. Entretanto, algumas empresas aproveitam os três dias oferencendo melhores negócios, com boas condições de prazo. ''O Belasafra tem a cara da empresa e vem crescendo junto com ela. Aqui realmente firmamos parcerias, mostrando a capacidade técnica de nossa equipe aos clientes'', relata o gerente da Belagrícola
Milton Ariosi é produtor de grãos em Cambé e cliente da Belagrícola há anos. Na sua propriedade de 160 alqueires, aconteceu o primeiro Balasafra. Ariosi comenta a importância de dias de campo desse porte na região. ''Trazer novidades para os produtores é fundamental. A gente aprende muita coisa'', avalia ele.
Na sua propriedade, Milton já fez testes de diversos produtos e, algumas vezes, ampliou para o restante de sua propriedade, percebendo um aumento de produtividade. ''Percebi que no ano de seca, os resultados foram ainda mais efetivos''.
Filantropia e ecologia
Na décima edição do Belasafra a filantropia e a ecologia também terão espaço no evento. Toda a renda da praça de alimentação será revertida para o Hospital do Câncer de Londrina. ''Também estamos realizando um ecotrabalho em parceria com a Itropica. Estaremos doando mudas de eucalipto e plantas nativas para os produtores que quiserem plantar em suas propriedades'', complementa Rodrigo.

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