Desde 1994, quando a Aquabel, de Rolândia, produtora de alevinos, iniciou suas atividades, muita coisa mudou na piscicultura, com a chegada de frigoríficos em algumas regiões e o início da profissionalização dos produtores. A Aquabel introduziu tecnologia e genética novas, que foi buscar na Ásia. Agora está fazendo melhoramento genético pelo DNA da tilápia, em convênio com a GenoMar, da Noruega, considerada maior empresa do mundo em Biotecnologia de peixes.
''A gente optou por um único produto, a tilápia, para não se perder durante os processos de busca da qualidade. Esperávamos que a tilápia seria o peixe que iria se destacar como o mais produzido no mundo. Isto aconteceu. A tilápia domina pela qualidade da carne'' - comenta Ricardo Neukirchner, diretor da Aquabel.
Segundo ele, o mercado vê a tilápia, hoje, como o ''frango dos peixes''. O pacu seria o peru ou chester, enquanto a tilápia é o peixe de todos os dias - compara o empresário e técnico.
No Brasil há 300 laboratórios de produção de alevinos. Com tecnologia e qualidade genética há uns 10 laboratórios de referência dos quais apenas cinco são considerados de ponta e entre eles o de Rolândia é o que mais se destaca.
O grande salto está no melhoramento genético, que agora é feito através de uma seleção pelo DNA. A nova técnica agiliza o processo. O que se conseguia em cinco anos de seleção agora vamos conseguir em apenas uma geração. A cada nova geração trabalhada pelo DNA do peixe obtém-se um ganho médio de 9% a 15% sobre a geração anterior.
''Você vai ter um peixe que cresce mais rápido, que consome menos ração para chegar ao peso de abate, que dá maior rendimento de filé - principal interesse dos frigoríficos; vai ter um peixe mais resistente à doenças, e de melhor manejo'' - afirma Ricardo.
A escolha de peixes para cruzamento será através de chips eletrônicos.
A moderna tecnologia é o instrumento que possibilita: melhor carcaça, mais resistência, ganho de peso mais rápido. É a mesma tecnologia aplicada no salmão, diz Ricardo. No salmão, os cientistas conseguiram uma redução de 70% no consumo de ração para fazer o mesmo quilo de peixe. A GenoMar (com quem a Aquabel tem convênio exclusivo no Brasil), trabalhava com salmão e conseguiu uma série de avanços. Transferiu essa tecnologia para a tilápia.
''A gente espera daqui a um ano e meio, substituir 100% o que já existe de melhor em material genético no Brasil, porque haverá material ainda mais avançado, por um custo menor, devido ao alto volume de produção'', informa Ricardo.
Reversão sexual - O processo da reversão sexual que é utilizado hoje está com os dias contados. Com a tecnologia através de seleção pelo DNA tudo muda, segundo Ricardo. A gente já tem matrizes cujo cruzamento de machos e fêmeas reúnem determinadas características que conferem a seus descentes a condição de macho, sem precisar de hormônios. Dentro de um ano a gente vai trabalhar com peixes que dispensam hormônios''.
Como não haverá mais todo esse trabalho de coleta de ovos e aplicação do hormônio - que é um produto caro -, certamente haverá uma redução no custo. Isto vai tornar o alevino mais barato.
A reversão sexual é uma técnica que existe para que todos os filhotes sejam machos. Na engorda o macho tem crescimento mais rápido que a fêmea e evita a desova dos tanques. O viveiro que tem machos e fêmeas perde o controle do padrão.
A Aquabel, com acesso à genética de ponta, passa a produzir os alevinos da ''Supreme Tilápia''. ''Mapeando o DNA dos peixes - explica Ricardo -, é possível determinar com precisão qual tilápia vai acasalar com qual, sempre buscando o aprimoramento da espécie. Anualmente a Aquabel faz importações de matrizes geneticamente superiores, resultando em uma melhoria de desempenho de 9 a 15% a cada geração. Na prática isso significa tilápias com a melhor taxa de conversão alimentar - ou menor consumo de ração - rápido crescimento e melhor rendimento de filé'', segudo Ricardo.
SERVIÇO - Para mais informações sobre alevinos: http://www.aquabel.com.br e [email protected] telefones (43)225-1555 e (43)9972-3546.

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