Tecnificação e união para buscar a excelência
Israel Tiser Tomasi produz na região de Ibiporã cerca de 250 litros de leite ao dia com um plantel de 23 fêmeas. Para garantir o ritmo de produção e qualidade do alimento, ele revela que a alma do negócio é a dedicação e a tecnologia. Isso, segundo Tomasi, o faz ter um índice de CBT e CCS abaixo dos exigidos pela nova etapa na IN 51.
''Quem trabalha com ordenha manual e não tiver uma higiene rigorosa na hora de tirar o leite, terá problemas com a nova medida'', afirma. Tomasi conta que profissionalizar o setor produtivo é a melhor saída para obter um produto de qualidade. ''Antes nós também éramos remunerados de acordo com a qualidade, mas agora, com a modificação desse mercado, infelizmente somos pagos com base no volume produzido'', lamenta Tomasi.
Porém, o produtor diz que não vai parar de produzir com qualidade e quer investir ainda mais na atividade por meio de parcerias com outros produtores da região. Um dos projetos é a construção de um laticínio que conta com outros 27 produtores. Com um investimento de R$ 350 mil, fomentado por meio do Emater, a nova fábrica de processamento está prevista para começar a operar no final deste ano.
''A ideia começou pelo próprio Emater que reuniu os produtores para tentar acabar com o leite clandestino. A princípio, seria criado apenas um resfriador comunitário, mas desenvolvemos o projeto e optamos por uma indústria'', comenta. Segundo Tomasi, com o apoio técnico da Universidade Estadual de Londrina (UEL), todos os produtores e, principalmente a indústria, atenderão às exigências da IN 51. (R.M.)





