O projeto Vitória começou a funcionar em setembro de 1998, com adesão de 105 propriedades dos municípios de Londrina, Jaquapitã, Guaraci, Centenário do Sul, Lupionópolis, Santo Inácio, Santa Fé, Colorado, Flórida, Lobato, Astorga e Munhoz de Melo. As localidades foram escolhidas por se situarem na área do arenito, caracterizado pela baixa fertilidade, além de apresentarem a produção de leite como atividade econômica predominante. Sessenta e nove propriedades encerraram a primeira fase do projeto, em dezembro de 1999. Hoje, são 127 produtores que se preparam para passar por uma segunda avaliação de resultados, no final do ano.
Agrônomos, veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas compõem a equipe da Emater, que visitam as propriedades semanalmente para verificar se as sugestões estão sendo acatadas e solucionar possíveis dúvidas dos produtores. ‘‘É um trabalho integrado, nós acompanhamos todos os aspectos da produção leiteira, desde o desenvolvimento dos animais até as condições da pastagem’’, relatou a agrônoma Cristina.
Os profissionais contam com assistência especializada das equipes de consultoria da UEL e UEM, que visitam as propriedades para solucionar problemas mais complicados. A prestação de serviços não é cobrada dos produtores, que se responsabilizam por pagar, a preço de custo, o material utilizado pelos técnicos, como vacinas e medicamentos.
A cada dois meses, é realizada a avaliação reprodutiva, que pode resultar no descarte dos animais menos eficientes. Para a obtenção dos dados, os produtores são orientados a anotarem todos os detalhes referentes à reprodução, incluindo data de cobertura, parto e quantidade de leite produzido após o nascimento do bezerro. ‘‘Tentamos conscientizá-los que o trabalho da Emater só poderá ser bem feito se houver disposição por parte dos proprietários’’, ressaltou Cristina. (C.A.)