Técnicos em meio ambiente
A necessidade e a tendência de mercado alimentam a abertura de novos cursos nos colégios agrícolas. Uma página importante na formação dos estudantes, escrita também com as tintas fortes da vocação profissional.
Implantado em 2005, no Colégio Agrícola de Cambará, o curso subsequente técnico em meio ambiente, com três turmas e um total de 90 alunos matriculados, é uma oportunidade para que os jovens que se interessam pela atividade, recebam uma formação profissional, que aponta para um novo nicho de mercado.
''Gosto de mexer com os animais e a natureza. Antes de me matricular no colégio, eu trabalhava em uma gráfica. Espero conseguir um emprego com os conhecimentos que estou adquirindo'', projeta o futuro, o estudante Rodrigo de Souza, 21 anos, morador em Santo Antônio da Platina.
Ao se formar em técnico em meio ambiente, o estudante poderá, entre outras coisas, atuar no planejamento e implantação de projetos de controle e monitoramento da poluição do ar, sistemas de tratamento de água e avaliação de gestão ambiental e qualidade.
Os estudantes ainda não têm um laboratório para, por exemplo, fazer análise de água, o que deve acontecer com a construção do novo prédio da escola agrícola numa área de 29 alqueires, próximo à BR 369. A área, onde já funciona a Estação Experimental Luiz Natal Bordin, foi doada pelo Iapar.
Nos nove alqueires de mata nativa, os estudantes colocam em prática o que aprendem em sala de aula. Enfrentando o calor e a picada de insetos, eles estão abrindo trilhas para a visitação de outros estudantes de cidades vizinhas, que poderão conhecer a fauna e a flora da região.
''A primeira coisa que a gente busca para os nossos alunos é a consciência ecológica. Se queremos mudar os destinos do homem, primeiro temos que começar por nós, o que compreende uma mudança comportamental'', afirma o professor e engenheiro agrônomo Plínio Alcântara Filho.
A primeira turma de meio ambiente concluiu o curso em julho. Com 360 horas de estágio para cumprir, alguns estudantes prestam assessoria ambiental para empresas da região.
As árvores nativas produzidas pelos alunos no viveiro de mudas também crescem em direção à comunidade. ''Estamos ajudando a recuperar a mata ciliar do Rio Alambari, onde já plantamos 3 mil árvores nativas'', destaca o diretor-auxiliar, Eleandro de Oliveira Silva. Os alunos atuam ainda na conscientização da população com atividades culturais e, em parceria com a prefeitura pretendem arborizar a área urbana do município. (F.L.)





