Técnicos da África estudam manejo de solos no Paraná
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sábado, 09 de novembro de 2002
Reportagem Local 
A pesquisadora Hottessiah Wambui Mwangi, do Kênia, e o seu colega Rabby Mullanzalla, do Zâmbia, estão no Paraná para uma visita técnica de 20 dias ao Iapar, dividida entre a sede, em Londrina, e o Polo Regional de Ponta Grossa. Eles estão colhendo informações sobre projetos do Iapar na área de manejo do solo e água e sistema de plantio direto na pequena e média propriedades. A visita se estende a outros municípios como Irati e Bituruna, onde o Iapar mantém projetos com agricultores familiares.
A indicação do Iapar para os técnicos africanos foi feita pelo Centro Internacional de Pesquisa e Desenvolvimento da França (Cirad), órgão científico de nome mundial.
No caso dos técnicos africanos, eles pertencem a uma agência regional de desenvolvimento, mantida por uma ONG sueca e têm atuação direta junto aos produtores.
Segundo o diretor técnico-científico adjunto do Iapar, Osmar Muzilli, os africanos vêm conhecer a tecnologia que o Iapar está implementando através de projetos que têm o envolvimento direto de agricultores e extensionistas. Esses projetos contemplam manejo de solos, com ênfase para o sistema plantio direto em pequenas propriedades e são executados em todas as regiões do Estado.
Além do Cirad, da França, outro órgão que tem indicado o Iapar como referência em pesquisa e melhoramento do solos é a FAO - organismo da ONU para a agricultura e alimentação. Através desses institutos internacionais, o Iapar recebe cientistas de outros países interessados em intercâmbio.
A senhora Hottessiah Wambui Mwangi e seu colega Rabby Mullanzalla estiveram esta semana com os pesquisadores Garibaldi Batista de Medeiros e Ademir Callegari conhecendo diversos sistemas de rotação de cultura, cobertura vegetal e outras opções técnicas que têm resultado em aumento da produtividade de grãos nas propriedades onde têm sido adotadas.
O engenheiro agrônomo Marcos Valentim Ferreira Martins, da Área de Difusão de Tecnologia do Iapar, observa que os visitantes encontram no Paraná situações semelhantes a de seus países, mas também há acentuadas diferenças, como na distribuição de chuvas - entre outros exemplos.


