A Fazenda Couro do Boi, em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), foi uma das 75 propriedades do Paraná visitadas pela comissão julgadora do Prêmio Gerdau Melhores da Terra. O objetivo do prêmio é avaliar o desempenho, no campo, de equipamentos e máquinas, inscritos na categoria Destaque, que premia máquinas e implementos agrícolas lançados no mercado há pelo menos um ano.
Na propriedade de Ricardo Araújo, visitada na última quarta-feira, os pesquisadores avaliaram a viabilidade das instalações de silos secadores no campo como forma de agregar valor a produção de soja, milho e trigo e incrementar a rentabilidade do produtor.
No Paraná duas duplas de pesquisadores da comissão organizadora do prêmio vão percorrer 10 mil quilômetros, avaliando também colheitadeiras, tratores, carretas de reboque, plataformas de colheita, pulverizadores, enfardadeiras, bombas d'àgua, entre outros itens.
Para participar da avaliação, feita desde 1983 em todo o Brasil e em outros países do Mercosul, a indústria fabricante de equipamentos agricolas inscreve seus produtos. São julgadas três categorias: na Destaque são inscritos equipamentos que tenham pelo menos um ano de mercado; a categoria Novidades vale para lançamentos e os equipamentos são avaliados durante a Expointer, feira agropecuária realizada em Esteio (RS) que começa no final do mês; e na categoria Pesquisa estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais de Ciências Agrárias podem inscrever trabalhos científicos nas áreas de mecanização, novos equipamentos e componentes agrícolas.
No caso da propriedade de Araújo o pesquisador Rubens Siqueira, da área de Engenharia Agrícola do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que faz parte da comissão organizadora do prêmio, foi confirmar as informações repassadas pelo fabricante sobre o silo secador à gaz, por meio de baixa temperatura. A análise foi feita com base em uma entrevista. Para comprovar operação, custo inicial, e qualidade na secagem e armazenagem de grãos para oferta de um produto diferenciado no mercado, capaz de agregar valor ao produto.
São avaliados itens como os motivos que levaram à aquisição do equipamento, preço, desempenho, manutenção, assistência técnica, grau de satisfação, entre outros. As informações serão repassadas aos fabricantes.
Segundo Siqueira, a vantagem para a indústria é que com base nas informações coletadas a campo pode-se promover mudanças nos equipamentos e ganhar credibilidade junto aos seus consumidores. Para o produtor a vantagem é poder adquirir equipamentos testados e atualizados.

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