No vaivém de informações sobre o que fazer para identificar os animais destinados ao abate, pecuaristas procuram solucionar dúvidas e ficam cada vez mais sem saber como as coisas estão funcionando. A solução, segundo sugestão do próprio secretário de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos Oliveira, é mandar as dúvidas via e-mail:[email protected].
O secretário do Mapa deu a sugestão numa reunião realizada na semana passada, em São Paulo, sob coordenação da Associação Brasileira de Criadores. Reunião, aliás, segundo a assessoria da ABC, que não esclareceu dúvida nenhuma. De acordo com os pecuaristas, o Secretário do Mapa se mostrou ''pouco sensível à revisões e alterações nas regras estabelecidas.''
Oliveira apenas garantiu que os cerca de 10% do rebanho brasileiro (16 a 17 milhões de cabeças) já identificados por algum processo, mesmo os com a marcação à ferro, estão dispensados de novo registro de identificação. Também concordou que a adoção de 17 dígitos para identificação do animal é exagerada e lembrou que os dois dígitos extras destinam-se à identificação da região de micro-bacia, segundo o IBGE.
Segundo os pecuaristas, Oliveira foi irredutível no que diz respeito à formação do responsável técnico pela certificação animal: ''Deve ser um veterinário'', decretou. Também não foi muito feliz ao usar o termo ''falta idoneidade'' para classificar as associações de classe e sindicatos - vários alí representados -, como instituções proibidas de tornarem-se certificadoras.
Por fim, o secretário do MAPA ficou devendo explicações para algumas questões:
1- Como está sendo feita a identificação de animais para exportação? Alguém disse que está sendo feita ''na porta do frigorífico'', mas conforme estabelecido pela DAS, desde o dia 2 de setembro, os animais a serem abatidos e exportados deverão ser rigorosamente identificados e rastreados desde a sua origem.
2- Como está funcionando o Banco de Dados do MAPA para identificação animal? Quem tem acesso a esse Banco de Dados? Quais empresas? Só as certificadoras? Neste caso, quantas e quais são? Quantos animais já foram identificados e estão inseridos nesse Banco de Dados? De qual fazenda ou região do Brasil?
3- Qual o sistema de identificação animal que deve ser utilizado? A instrução 47 induz ao uso exclusivo de brincos. E os sistemas de microchip subcutâneo, bôlos, eletrônicos diversos e outros, também podem ser utilizados?

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