Técnicas para abacaxi e manga
Da Redação
A Embrapa Mandioca e Fruticultura realiza entre os dias 13 e 18 de setembro, em Cruz das Almas (BA), o Curso Nacional sobre Abacaxi e Manga, que abrirá aos profissionais da área o acervo de tecnologias desenvolvidas pela empresa estatal de pesquisa para essas duas culturas.
Segundo Jorge Luiz Loyola Dantas, assessor de fruteiras do centro de pesquisa e coordenador do curso, a Embrapa vem transferindo tecnologias para promover o aproveitamento das oportunidades do agronegócio nas diversas regiões do País, com ênfase naquelas regiões onde as frutas tropicais têm importância econômica e social.
Por isso, o curso busca aprimorar os conhecimentos, destrezas e atitudes de técnicos responsáveis pelo aprimoramento tecnológico para o cultivo do abacaxi e manga no País. O objetivo é ampliar os conhecimentos dos participantes sobre as tecnologias de produção, processamento, utilização e comercialização das duas frutas e de seus produtos derivados. Além de palestras e aulas práticas sobre as diversas tecnologias, os participantes visitarão uma propriedade rural onde essas tecnologias estão sendo utilizadas com finalidade comercial, explica Joselito Motta, gerente de Comunicação Empresarial da Embrapa na Bahia.
AbacaxiA cultura do abacaxi é uma das mais importantes na fruticultura brasileira. Com área plantada, no ano passado, de 50.149 hectares, a produção nacional alcançou 1.600.000 toneladas, segundo dados da FAO. Minas Gerais, Pará e Paraíba são os três principais produtores, respondendo juntos por quase 60% da produção brasileira. O Estado do Tocantins vem aumentando significativamente sua área plantada e colheu no ano passado 31.566 toneladas.
A Embrapa pesquisa a produção do abacaxi em períodos fora da safra tradicional da cultura, concentrada entre os meses de setembro e janeiro. Se for irrigada, a cultura pode produzir o ano inteiro. Na área de manejo fitotécnico as pesquisas procuram ampliar os estudos, visando aumento da densidade de plantio, que hoje está abaixo de 40 mil plantas por hectare. A meta é obter sistemas com uma densidade de 50 mil pés, informa Domingo Haroldo Reinhardt, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Na Paraíba, tradicional exportador da fruta e o terceiro maior produtor nacional, com uma área plantada de 5.753 hectares, o problema do uso da água para irrigação agravou-se na última década, devido ao deslocamento das áreas produtivas para as proximidades da Capital, João Pessoa, comprometendo mananciais importantes que passaram a ser utilizados para o abastecimento urbano e para a agricultura industrial irrigada. O Estado, que já foi o maior produtor brasileiro de abacaxi, hoje tem apenas 11,47% da área dessa fruta no País.
MangaA Embrapa tem-se dedicado ao manejo fitotécnico da manga e aos tratamentos de pós-colheita, visando a melhoria da qualidade da cultura, para exportação. O tratamento hidrotérmico, uma tecnologia desenvolvida pela estatal em parceria com a iniciativa privada, possibilitou a abertura dos mercados japonês e americano para os produtores do Vale do São Francisco.
A produção de mudas de mangueiras é uma fatia de agronegócio ainda em expansão. Para obter mudas de qualidade, o viveiro deve ter as condições mínimas de sanidade e condições favoráveis para o crescimento da muda. Geralmente viveiristas profissionais possuem viveiros com sombrite de 50% de sombra, suportado com postes de cimento devido a sua durabilidade. Contudo, existem muitas opções para a confecção de viveiros de boa qualidade a custos reduzidos. Deve-se levar em consideração, na construção do viveiro, a proximidade de uma boa fonte de água para irrigação das plantas pequenas, além da durabilidade e preço, explica Haroldo Reinhadart.
O público-alvo do curso é composto de profissionais de nível superior da pesquisa, ensino, extensão e iniciativa privada. Com uma carga horária total de 48 horas, o curso oferece apenas 30 vagas e cobra uma taxa de R$200,00. Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (075) 721-2120, ramal 236, com a relações-públicas Mariluce Caldas, no horário comercial, ou via Internet, pelo e-mail [email protected].





